O programa Voe Minas, que subsidia viagens aéreas entre Belo Horizonte e importantes cidades do interior do Estado para incentivar o desenvolvimento econômico regionalizado, será extinto a partir de 30 de junho, informou a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), nesta quarta-feira (5). O programa demandou, entre 2016 e 2019, R$ 18 milhões de recursos públicos.

Por meio de nota, a Codemge informou que “a nova administração tem avaliado seus projetos em andamento, buscando melhorias e o adequado atendimento ao povo mineiro, à luz da realidade financeira atual do Estado”. A empresa informou também que há tratativas, em andamento, para a continuidade e transição de rotas do Voe Minas Gerais para a iniciativa privada.

O programa já havia passado por uma redução em abril deste ano, com a desativação de rotas para oito municípios em que havia baixa ocupação nos voos. Restaram nove rotas – para Araçuaí, Belo Horizonte, Caratinga, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Manhuaçu, Patos de Minas e Teófilo Otoni – que agora serão descontinuadas.

Pelo site do Voe Minas é possível encontrar passagens entre a capital e as nove cidades para o mês de junho. Para Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, por exemplo, quem sai do aeroporto da Pampulha tem que desembolsar R$ 585 – a volta custa R$ 485. Uma passagem de ônibus entre Belo Horizonte e Teófilo Otoni custa cerca de R$ 150.

Ipatinga

Desde 2016, o aeroporto de Ipatinga é administrado pelo governo de Minas. O terminal ainda continua a receber voos pelo projeto Voe Minas, que liga 19 cidades mineiras com a capital.

Desde a criação do programa, em 2016, foram realizados 9.761 voos e transportados 37.467 passageiros.