O controlador-geral do Estado (CGE), Mário Vinícius Spinelli, criou uma força-tarefa de auditores para realizar devassa permanente na folha de pagamento do Executivo. Inicialmente, serão selecionados para a missão auditores da Fazenda, Saúde, Educação, Defesa Social, Polícia Civil, DER, Ipsemg, Advocacia-Geral do Estado (AGE) e Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Em um segundo momento, a investigação vai atingir as demais secretarias, autarquias e fundações da administração estadual. O objetivo é identificar servidores com gratificações indevidas. Como por exemplo, aqueles que receberiam salários acima do teto do funcionalismo público e penduricalhos irregulares.

A ação dos auditores terá início na próxima segunda-feira, dia 28 de setembro, e faz parte do plano do governo estadual de averiguar contra-cheques e contratos da administração pública. A ofensiva valerá apenas para averiguar a folha do Executivo.

Na semana passada, Pimentel criticou abertamente os vencimentos dos membros do Judiciário e Ministério Público. O ataque foi feito durante evento de empresários do segmento da mineração. Na opinião do governador, há “excesso de benefícios”. O tom do discurso adotado pelo petista foi em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo Pimentel, não se pode atribuir à atual crise financeira o custo dos programas sociais.

“Corporações do poder público deste país têm privilégios absurdos. Quem quer saber mais entra no portal da transparência e vê os contra-cheques”.

As falas do governador geraram mal-estar nas duas categorias.

Objetivo da controladoria é vistoriar os contracheques de servidores que podem estar sendo beneficiados por vantagens indevidas, como altos salários e penduricalhos irregulares