A equipe de transição do futuro governador de Minas, Romeu Zema (Novo), teme que o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado na última quarta-feira (7), cause um impacto negativo nas contas do Estado.

Com o aumento do vencimento dos membros do judiciário, os contribuintes mineiros podem ter que arcar com cerca de R$ 133 milhões a mais por ano, a partir de 2019.

O reajuste aprovado pelo Senado altera o subsídio dos 11 integrantes da Suprema Corte de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil e provoca um efeito cascata sobre os funcionários do Judiciário, abrindo caminho também para um possível aumento dos vencimentos dos parlamentares federais e estaduais.

Após a primeira reunião de transição com o governo atual, nesta sexta-feira (9), o coordenador da equipe de Zema, o vereador Mateus Simões (Novo), avaliou os efeitos desse aumento nas finanças do Estado.

“Um dos ofícios que nós apresentamos hoje é exatamente pedindo os estudos em relação ao impacto, tanto da previsão do aumento do salário mínimo, quanto do aumento do teto constitucional. A gente sabe que isso tem um impacto direto sobre quem já recebe o teto, porque algumas pessoas vão ter um aumento imediato, mas o impacto aí não é tão grande, o  importante é que os poderes não avancem na direção de reivindicar para si esses aumentos, porque o Estado não tem condições de absorver aumento de pagamento para servidores, especialmente porque estamos falando dos servidores mais bem remunerados da estrutura estatal”, pontuou.

Simões afirmou que espera os resultados do estudo solicitado junto à Secretaria da Fazenda para mensurar o impacto que a medida pode causar aos cofres públicos de Minas.

O vereador também revelou um pedido feito às autoridades para tentar reverter o quadro.

“É um pedido, em nome da transição e do novo governo do povo mineiro, que os poderes reajam de forma responsável, e não embarquem nessa loucura, nessa irresponsabilidade, que foi a aprovação da alteração do teto constitucional’.