De outubro de 2019 até ontem, 140 (11%) das cerca de 1.200 granjas de suínos do Estado, cadastradas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), foram fiscalizadas pelo órgão após notificações da possível presença nos animais de infecções causadas pelo senecavírus A. Todas as unidades são na região do Triângulo Mineiro.

Segundo o IMA, embora a doença não cause impactos de saúde pública nem embargos econômicos, tem grande importância, pois só com análises laboratoriais distingue-se da febre aftosa.

O problema, segundo os técnicos, é que, como os sintomas do senecavírus A são semelhantes aos da aftosa – essa, sim, causadora de severas restrições –, nos casos confirmados as granjas devem ser interditadas para análise do rebanho.

O diretor da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg) e veterinário Fernando Araújo garantiu, ontem, que a interdição de cerca de 100 granjas ocorridas no Estado é uma medida preventiva, temporária e que não deve gerar reflexos na oferta de carne suína no mercado.

“(A medida) É mais para demonstrar que o sistema de defesa contra a aftosa está funcionando. A partir do momento que as unidades são interditadas, deve-se aguardar o resultado dos exames diferenciais e, com a confirmação da negatividade para a aftosa, elas voltam a operar normalmente”, disse.

O fiscal agropecuário Danilo Araújo, do IMA, destacou a relevância das notificações em casos de suspeitas da doença. “Os animais dessas granjas, diagnosticados a tempo, podem transitar para os frigoríficos com uma observação na Guia de Trânsito Animal (GTA), sendo liberado, então, o seu abate”, reforçou.