Uma greve global pelo clima é realizada nesta sexta-feira (20) em várias partes do mundo. Em Belo horizonte, a mobilização foi em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde foi montado um globo terrestre mostrando florestas vivas, pegando fogo e queimadas, além da poluição por plástico.

Os manifestantes vestidos de preto em sinal de luto carregaram cartazes com frases sobre o incêndio na Amazônia e sobre as queimadas que destroem vegetações na capital e Região Metropolitana de BH. Além da Associação Mineira de Defesa do Ambiente, que organizou a ação na capital, também participaram voluntários do Greenpeace BH e do Ibama.

O ato é realizado em mais de 130 países e o objetivo é exigir ações concretas contra as mudanças climáticas. Esta é a terceira greve de uma série mundial de comícios climáticos. A maioria é organizada por estudantes e liderada por Greta Thunberg, a ativista sueca de 16 anos, que recentemente cruzou o Atlântico de barco.

Neste mês, além dos jovens, as manifestações contam também com a presença de várias associações humanitárias, sociedades dedicadas às causas ambientais e funcionários de algumas das maiores marcas comerciais do mundo, como a Amazon e a Microsoft.

O objetivo das greves é pressionar os políticos e outros membros do poder, levando-os a agir para resolver a atual crise climática e a prevenir o aparecimento de outras no futuro.

Para a adolescente Katie Eder, diretora executiva da Future Coalition – uma organização americana sem fins lucrativos focada em promover mudanças sociais -, a manifestação desta sexta-feira serve, sobretudo, para conseguir um novo acordo ambiental (Green New Deal).

Desde a suspensão imediata de projetos fósseis em terras indígenas, à implementação de uma agricultura sustentável, várias são as reivindicações que os jovens querem ver atendidas.

Em Nova york, mais de 1 milhão de alunos de escolas públicas estão autorizados a faltar às aulas para participar da manifestação, se os pais permitirem.

* Com Agência Brasil

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