O grupo fechado no Facebook "Mulheres unidas contra Bolsonaro" foi invadido e renomeado para "Mulheres com Bolsonaro" no fim da noite deste sábado (15). O site registrou mais de 2,4 milhões de inscrições femininas contrárias ao presidenciável do PSL em cerca de duas semanas. A página está fora do ar. 

De acordo com uma das criadoras do perfil, Liz de Bortoli, moderadoras da página sofreram ameaças na rede social e via WhatsApp de divulgação de seus dados pessoais caso não apagassem o site até sexta-feira (14). Sem sucesso, os hackers - autoidentificados como Eduardo e Felipe Shinok - alteraram imagens e excluíram as administradoras do grupo. 

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Imagem acima foi inserida no grupo após invasão

Enquanto sofria alterações, as administradoras que ainda tinham o controle do site pediram às participantes para não deixar o grupo. Também foram orientadas a não não clicarem em links dentro da rede social e a recusar solicitações de amizade desconhecidas no Facebook. "Outra ação foi o registro de boletim de ocorrência na Polícia sobre o fato", relatou Bortoli. 

Segundo o Facebook, o grupo foi temporariamente removido após detecção de atividade suspeita. A empresa ainda afirmou que trabalha para "esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras". Não há previsão para retorno.

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Grupo está fora do ar no Facebook

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