Neste domingo, 31 de março, completam-se 55 anos da instauração do regime militar no Brasil e, nas redes sociais, o assunto começou o dia entre os mais comentados. As hashtags #DitaduraNaoSeComemora e #PatriaAmadaBrasil entraram no trending topics do Twitter no Brasil, sendo que a primeira chegou a ficar entre os dez assuntos mais comentados no ranking mundial.

Entre as postagens contrárias ao golpe militar, personalidades como o deputado federal mineiro Reginaldo Lopes (PT), que se manifestou citando João Goulart, que era presidente do Brasil quando as Forças Armadas tomaram o poder em 1964.

Um outro usuário usou a hashtag para criticar a incoerência entre o uso do nome de Deus durante a campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e as comemorações que ele, agora, incita. "Agora escondem a Bíblia pra celebrar morte, tortura, estupro e censura", coloca o tweet,

Já entre as postagens que celebram o início do regime militar, está a publicação da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que comemorou "o dia em que o Brasil disse NÃO ao Comunismo". No entanto, apesar do uso para comemorar o governo militar, a hasthtag também foi utilizada por usuários para comentar a chegada de Jair Bolsonaro a Israel, também neste domingo, e em alguns casos em conjunto com a #DitaduraNaoSeComemora.


Polêmica

Na última semana, uma polêmica envolvendo a data foi bastante comentada nas redes sociais após o presidente Jair Bolsonaro, por meio do Ministério da Defesa, recomendar que a data fosse comemorada em quartéis militares das Forças Armadas.

O cumprimento da recomendação foi proibido por uma juíza da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília na sexta-feira (29), mas a proibição foi derrubada por uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), também na capital do país.

A recomendação do Governo Federal também foi alvo da análise do Ministério Público Federal, que recomendou aos quartéis que não cumprissem a sugestão do presidente.

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