O Chevrolet Onix se consolidou como o automóvel mais vendido do país, depois de desbancar o Palio em 2015. Este ano, de janeiro a junho, já são 89,6 mil carros emplacados, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Só no mês passado foram licenciados 16.218 carros. No mercado de usados, o Onix também tem bom trânsito, mas com volume menos expressivo.


Em junho, trocaram de dono 12.408 unidades – para efeito de comparação, o Gol, líder dos usados, teve mais de 70 mil transações. Num ranking de vendas, o compacto da Chevrolet ocupa a 15º posição e fica abaixo de veteranos como Celta e Corsa. 


Mas por que o Onix não é tão popular no mercado de usados? A resposta é tempo de mercado. O Onix foi lançado no fim de 2012 e até o mês passado acumula cerca de 830 mil unidades nas ruas. Mas ainda é um carro “jovem”, pois as unidades mais antigas estão prestes a completar o sexto ano de uso. Um cenário bem diferente de modelos como Corsa e Celta, que chegaram em meados dos anos 1990 e início dos anos 2000, respectivamente.


Outra razão para o volume de revenda do Onix ser mais baixo que as vendas de zero é a boa aceitação do consumidor. O compacto goza de boa reputação, considerado como um automóvel justo, econômico, de baixo consumo e com bom desempenho. Nos anúncios, a maioria das unidades em oferta tem mais de três anos de uso. 

Qual versão comprar

O Onix tem um portfólio bastante enxuto. São duas opções de motores 1.0 de 80 cv e 1.4 de 106 cv e três tipos de transmissão: manual de cinco marchas, manual de seis velocidades e automática de seis marchas. As versões de acabamento são Joy, LS, LT, LTZ e Activ, assim com Effect e Advantage.
De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a versão mais antiga e simples do Onix, a LS 1.0 (2012/13), é avaliada em R$ 30.660. Quando foi lançada em 2012, tinha preço sugerido de R$ 30 mil. Já a versão mais sofisticada e mais recente, Activ 1.4, automático, 2018, é avaliada em R$ 53.020 pela Fipe. 

Racional

Uma opção que tem preço acessível e lista de equipamento básica é a versão Joy 1.0, disponível desde agosto de 2016. A versão é oferecida apenas com motor 1.0 e caixa manual de seis marchas. Trata-se de uma opção racional, que não acompanhou a reestilização de 2016 e não conta com rodas de liga leve, multimídia ou faróis de neblina.

No entanto, apesar de figurar na base da gama, ele conta com ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros elétricos e preparação para rádio. Uma unidade (16/17) é avaliada na Fipe por R$ 35.403, enquanto a opção zero quilômetro tem preço sugerido de R$ 43.790.