Dois mil e vinte chegou e promete novidades importantes no mercado de automóveis, com novos produtos, novos motores, além da expansão de opções híbridas e elétricas. O ano também deverá contar com diversas mudanças de gerações, reestilizações e a aposentadoria de alguns modelos. 

 

Para te ajudar a programar a compra do próximo carro novo, e não levar para casa um carro defasado ou um futuro fora de linha, vamos destacar alguns modelos que devem passar por mudanças significativas ou até mesmo ir dessa para melhor. Mas saiba que os condenados também podem ser um bom negócio, pois tendem a ser oferecidos com descontos para limpar os pátios.

 

Chevrolet Cobalt

Cobalt

O Cobalt chegou no mercado por volta de 2011 para ocupar a lacuna deixada pelo Astra Sedan. O modelo seguia o rastro dos compactos “espichados”, como Logan e Versa. Apesar de veterano, o modelo tem como destaque o grande espaço interno e o bom nível de equipamento. Pesa contra o motor 1.8 de 108 cv, que é um dos menos potentes do mercado e também pouco eficiente. Caro, o Cobalt é vendido apenas em uma versão acima dos R$ 75 mil, valor com que o consumidor consegue levar para casa as opções mais refinadas do Onix Plus, que tem muito conteúdo e motor turbo. 

 

Citroën C3

C3

O C3 é outro veterano no mercado nacional. Ele já ganhou nova geração na Europa, mas segue inalterado por aqui. E faz sentido, o carrinho emplacou menos de 3 mil unidades em 2019, números inferiores ao do Fiesta, que morreu no primeiro semestre do ano passado. 

Com preços entre R$ 56 mil e R$ 72 mil, o C3 tem futuro incerto, uma vez que a PSA se prepara para implementar sua nova plataforma na região (América Latina). A tendência é que ele siga em linha até a aposentadoria do primo 208. Melhor evitar.

 

Fiat Weekend

Weekend

A peruinha de Betim está no “corredor da morte” há muito tempo. Mas parece que deste ano o modelo não passa. Com menos de 3.200 unidades emplacadas, ele sobrevive graças às vendas diretas, que correspondem a cerca de 3,1 mil unidades. 

Com mais de 20 anos de mercado, a perua peca pela arquitetura defasada e motores pouco eficientes. E se não bastasse, a Weekend é um carro caro. A versão básica, Trekking 1.4, tem preço sugerido de R$ 68 mil, enquanto a versão Adventure 1.8 sai por R$ 85 mil. Com mais R$ 5 mil, o consumidor leva um Renegade 1.8 automático, que tem apelo aventureiro e é bem mais sofisticado.

 

Honda City

City

A nova geração do City foi revelada há poucas semanas, na Tailândia. O sedã ganhou desenho mais arrojado, que remete ao Civic, além de formas mais agradáveis que a atual geração e motor 1.0 turbo, mais eficiente esperto que a unidade 1.5 de 116 cv. Sua chegada no Brasil é mais que certa, uma vez que a Honda mantém seus modelos em sintonia nos diferentes mercados em que atua. 

A marca segue sua posição padrão de “não comentar projetos futuros”. Ou seja, o carro está mais que confirmado. Mesmo assim, o City ainda é um ótimo negócio, tem depreciação baixa, mecânica confiável e goza do bom prestígio da marca. Uma dica é comprá-lo próximo da virada e aproveitar as queima de estoque.

 

Honda Fit

Fit

Assim como o City, o novo Fit também é realidade lá fora. O carrinho foi destaque da marca no Salão de Tóquio e também deverá chegar aqui, uma vez que a Honda não “comenta projetos futuros”. Resta saber quem vem primeiro, ele ou o City. O novo Fit também será equipado com a nova unidade 1.0 turbo e tem desenho mais conservador. Sobre a aposta de compra, a recomendação é a mesma dada ao City. Trata-se de um carrinho com prestígio no mercado, baixa desvalorização e convém tentar um desconto na liquidação do estoque. 

 

Nissan Versa

Versa

O Nissan Versa é um carro que conquistou sua fatia de mercado por seus atributos. Longe de ser um carro bonito – muito pelo contrário –, ele está no mercado desde 2011 e se faz valer pelo excelente espaço interno e mecânica confiável. No entanto, uma nova geração chega no primeiro semestre, com uma cesta de conteúdos mais qualificada e design infinitamente mais atraente. 

A atual geração continuará em linha, com uma gama mais simples e reposicionamento de preço. Pode ser uma boa opção para quem precisa de espaço e não pode fazer um investimento mais polpudo. 

 

Peugeot 208

208

O Peugeot 208 é um carro injustiçado, chegou na primeira metade da década como um dos compactos mais qualificados do mercado, mas não conseguiu grande projeção devido aos problemas da geração passada. Agora a Peugeot já testa a nova geração do felino por aqui. Sua produção, ao que tudo indica, deverá ocorrer na Argentina. 

Bem mais sofisticado que a geração atual, o novo 208 tem estrutura projetada para receber versões híbridas e já conta com uma opção totalmente elétrica na Europa. Isso para não dizer que o carro ficou lindo. Se for comprar o leão, aguarde pelo novo.

 

Renault Duster

Duster

A nova geração do Dacia Duster é realidade há muito tempo na Europa. Por aqui o SUV deve chegar este ano, mas há quem aposte para 2021. O Duster é um dos SUVs mais antigos e também mais acessíveis. Mesmo assim, o modelo ganhou qualificação nos últimos anos como o novo motor 1.6 de 120 cv e transmissão automática do tipo CVT. Robusto e espaçoso, pode ser uma boa pedida na liquidação de estoque.

 

Toyota Etios

Etios

O Etios é um carrinho que chegou quase que conjuntamente com Onix e HB20. Ele tinha tudo para se tornar o Corolla dos pequenos, mas pecou pela feiura. Mesmo com boa mecânica e a confiabilidade da marca, a simplicidade do projeto e o painel central pesaram contra o Etios. E para piorar, o carrinho foi eclipsado pelo irmão Yaris. Apesar de a Toyota não confirmar, a imprensa especializada já cravou sua sentença de morte. 

A razão é o baixo volume de vendas. Segundo a Fenabrave, hatch e sedã acumularam cerca de 31 mil unidades em 2019, enquanto o Yaris (em suas duas carrocerias) registrou quase 70 mil carros. 

Outro motivo é a liberação de espaço para o futuro SUV compacto da marca. Mas apesar dos pesares ainda sim é um boa opção para quem busca um compacto, pois o carrinho é robusto como seu emblema demanda. Fique de olho nas promoções.

 

Volkswagen Gol

Gol

O eterno líder já não goza do vigor de outrora para reivindicar seu antigo reinado. Mesmo assim o Gol ainda é um dos VW mais vendidos no país e anotou 81.285 unidades, o que lhe credenciou ao quinto lugar no ranking de vendas. Para este ano há fortes rumores de que o Gol passará pelo bisturi, algo que deverá ocorrer depois do lançamento do Nivus, o cupê aventureiro do Polo. 

Com uma possível atualização, é bom ficar atento às queimas de estoque. Ainda mais que o carrinho encareceu demais nos últimos anos. Com apenas duas versões, ele não sai por menos de R$ 47 mil, na versão 1.0.