O leitor que acompanha o HD Auto já deve ter lido incontáveis vezes que os utilitários-esportivos (SUVs) são os automóveis de maior apelo comercial atualmente. No entanto, as ditas “Quatro Grandes” (Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen) ainda não conseguiram formar uma gama capaz de preencher os variados nichos dentro do segmento de SUVs, ao contrário das demais marcas que oferecem jipinhos de todos os tamanhos, cores e sabores.

A GM até que se mostrou antenada ao escalar a trinca Tracker (clone Suzuki Vitara), Captiva e Blazer (hoje Trailblazer) há quase 10 anos, mas hoje existe uma lacuna na coluna do meio, onde se posiciona a combalida Captiva, que será finalmente substituída pela nova geração do Equinox.

A Captiva, sinônimo de status no mercado de jipes de luxo que se consolidou nos últimos anos, agora vive no ostracismo, com pouquíssimas unidades emplacadas. No site da marca, o modelo é oferecido por R$ 108 mil, mas é necessário solicitar proposta, pois não deve haver muitas unidades em estoque empoeirando nas concessionárias. 

Para se ter uma ideia, este ano, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nem uma unidade foi emplacada. No ano passado foram apenas 1.110 unidades. 

Reforço
A chegada do Equinox coloca novamente a GM em condições de disputar mais participação no segmento que hoje opera nos dois extremos com Tracker e Trailblazer. E para uma marca que busca se manter na liderança do mercado de automóveis, ter volume expressivo na terceira categoria mais importante do mercado é fundamental. 

O Equinox virá para brigar no concorrido nicho de utilitários médios em que estão presentes modelos como Honda CR-V, Toyota RAV4, Jeep Compass, Hyundai Tucson (o novo), Mitsubishi Outlander e Volkswagen Tiguan, com valores entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.

O utilitário não deverá fugir a esse patamar, uma vez que o Tracker se posiciona numa faixa entre R$ 82 mil e R$ 97 mil e o Trailblazer parte dos R$ 167 mil, na versão V6. Nos Estados Unidos, o Equinox parte de US$ 24.475 (R$ 76 mil) e é equipado com motor turbo 1.5 de 170 cv e caixa automática de seis marchas. 

A Chevrolet também anunciou que o modelo terá uma opção com unidade turbo 2.0 de 255 cv, assim como outra com turbodiesel 1.6 de 138 cv. Mas nenhuma das duas últimas consta no catálogo norte-americano, nem mesmo na versão topo de linha Premier. Como se trata de um produto para 115 mercados, é de se esperar mais variedades de motores e transmissões.

Mexicano
Ao contrário do Equinox vendido nos EUA, o modelo que será vendido aqui será importado do México, devido ao menor peso tributário. Daí, podemos esperar opções de motores diferentes das que são adotadas na linha de montagem canadense. É possível que o modelo seja oferecido inclusive com a unidade turbo 1.4 de 153 cv da dupla Tracker e Cruze, ou que mantenha o motor 2.7 de 177 cv da Captiva. Há ainda uma terceira possibilidade que seria adotar o recém-lançado 2.5 flex de 205 cv, que passa a equipar a S10. 

Nos EUA, o comprador pode optar por tração dianteira ou integral, mas é muito provável que a versão que virá utilize a primeira opção, uma vez que está comprovado que mais de 80% dos consumidores que têm SUVs com opção 4x4 não utilizam esse tipo de recurso. A General Motors não dá detalhes e apenas se limitou a anunciar que o SUV chega no próximo semestre.

No entanto, é sabido que a nova geração do Equinox evoluiu em conteúdo de segurança e ganhou itens como conjunto de câmeras que formam visão 360 graus, controle de cruzeiro, alerta de colisão com frenagem automática e monitor de faixa com alerta de mudança sem sinalização, além de monitor de tráfego traseiro e ponto cego.

Ele ainda pode ser equipado com ar-condicionado digital de duas zonas, sistema Mylink com tela de 8 polegadas, faróis de LED, rodas aro 18, dentre outros itens, o que permite que a GM crie pelo menos duas versões para ocupar degraus de preços entre R$ 115 mil e R$ 155 mil. Agora é esperar!