O Nissan March está no mercado desde 2011. São quase dez anos no Brasil. O carrinho estreou no segundo semestre daquele ano como importado e foi nacionalizado em 2014, quando a marca inaugurou a unidade fabril de Resende (RJ). Lá fora, o March já mudou de geração há três anos. No entanto, ele poderá chegará aqui até 2022. O modelo faz parte de um plano de 12 lançamentos que deverão ocorrer até 2023.

Recentemente, o diretor de Marketing para a América Latina, Luis Alberto Pérez-Ettedgui, num encontro com jornalistas brasileiros na planta de Aguascalientes, no México, teria confirmado a produção nacional até 2022. No entanto, a assessoria da Nissan no Brasil se mostrou um pouco mais cautelosa. Ela não nega que a chegada é certa, mas ainda não há uma data definida para o lançamento. 

De acordo com a marca, há um interesse natural de lançar o modelo no mercado brasileiro, uma vez que ele se posiciona no segmento de maior volume por aqui. A grande aposta é que ele estreie uma unidade três cilindros turbo 1.0. Na Europa, o March, que é vendido como Micra, tem preços iniciais na casa dos 13,5 mil euros (algo próximo aos R$ 63 mil), com volume de aproximadamente 35 mil unidades ao ano.

O modelo compartilha muitos componentes com o Kicks e com o novo Versa (que chega em junho, importado do México). O interior é basicamente o mesmo do SUV compacto e provavelmente ele ainda terá as opções de motor 1.0 de 82 cv e 1.6 de 114 cv, além de transmissão do tipo CVT, com emulador de seis marchas, e manual de cinco marchas.

O restante da lista

Na lista de novidades para o futuro Pérez-Ettedgui também sinalizou o retorno do SUV X-Trail, que se posicionaria acima do Kicks, para concorrer num segmento dominado pelo Jeep Compass. O Sentra, que também chegará ao mercado, deverá pintar por aqui já em 2021 e seguirá importado do México. O sedã busca melhor posicionamento no segmento de sedãs médios, dominado pelo Toyota Corolla.

Híbrido

Outra novidade poderá ser uma versão híbrida do próprio Kicks, que utilizaria o conjunto e-Power, que atualmente é oferecido no Note para o mercado japonês. No entanto, já há registro da motorização no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).