Já era “pedra cantada”, mas até o início desta semana a Fiat não confirmava o cadafalso de modelos como Palio Fire, Idea, Bravo, Linea, Doblò Cargo e Freemont. O time de veteranos passou dessa para melhor e faz parte de um processo de readequação ao novo cenário de mercado, onde o sexteto não vinha tendo um desempenho que compensasse a sobrevida. 

Com a leva de aposentadorias, a Fiat soma sete modelos descontinuados num período de quatro meses. Mas isso não significa que os italianos esvaziaram sua gama de produtos. Ainda há 11 modelos de uso pessoal e outros três dedicados a aplicação comercial. E a unidade de Betim se prepara para o lançamento do novo hatch compacto (X6H) que sucederá o Punto e irá gerar novas derivações de carroceria no futuro.

Palio(zoico)
O mais longevo da turma era o Palio Fire. O hatch que sucedeu o Uno ostentava a mesma carroceria desde 1996, quando o “carro mundial” foi lançado. O Idea morreu junto com o segmento de monovolumes que agoniza no Brasil e só está vivo devido ao Honda Fit. No ano passado o Idea vendeu apenas 3 mil unidades. 

O Doblò Cargo, por sua vez, foi consumido pelo Fiorino, que teve desempenho dez vezes superior ao irmão maior. O Bravo segue a sina de seus antecessores Stilo, Brava e Tipo, com volumes baixos, num segmento morno no Brasil. 

E, por fim, o Freemont. O SUV italiano, que na verdade era uma versão esquálida do mexicano Dodge Journey oferecia bom espaço e conteúdo, mas pecava pela motorização fraca e consumo elevado. Sua sentença foi decretada em outubro, quando o primo Jeep Compass chegou para preencher seu degrau de preço, na faixa de R$ 100 mil.

Mas sobreviventes da década de 1990 ainda resistem em Betim, como a picape Strada e peruinha Weekend, uma das últimas do mercado.