Depois de seis coberturas de salões, a gente se acostuma com a rotina das coletivas (foram mais de 20), se engalfinha para tentar ouvir uma declaração e lançar uma pergunta a um executivo. Estica o braço para conseguir a foto do momento, vai de um lado para outro enquanto a mochila maltrata os ombros e o notebook parece pesar 30 quilos. A gente faz “live”, “cabeça”, “passagem”, “sonora”. Nos energizamos de incontáveis xícaras (e copinhos) de café. 

Mas é uma labuta que vale a pena. Vale a pena pois a gente pode ficar cara a cara com máquinas que sempre sonhou ver de perto. Depois de flertar com a Lotus 87T (#12) na edição de 2014, nada é mais excitante que poder tocar na McLaren MP4/6, o carro que deu o tricampeonato a Ayrton Senna. Um monoposto incrível, com direito a plaquinha do chassi. Colocar as mãos naquele volante era como apertar a mão do “Rei de Mônaco”. Só não foi mais legal que cumprimentar Emerson em carne e osso. Valeu!

Mega Senna 
Sentar no cockpit do F1 do tricampeão é como profanar um mausoléu. Coisa que não se faz! Mas você pode ter a felicidade de se acomodar ao volante do McLaren Senna caso tenha R$ 8 milhões e já seja dono de um outro carro da marca. O problema é que todas as 500 unidades já foram vendidas e as quatro que serão destinadas ao Brasil ficarão muito bem guardadas. Resta tentar a sorte no estande da McLaren. A gente conseguiu alguns minutos com ela. Foi intenso! 

Argolas e traços
O principal destaque da Audi este ano foi o utilitário-esportivo (SUV) Q8, que chega para ser o jipão com pegada esportiva de quem tem muito dinheiro no bolso. E batemos um papo com o chefe de design da Audi AG, Maurício Monteiro. Modesto, disse que integrava o time que fez o carro, mas ele é o cara que bateu o martelo. Questionado sobre a quantidade de variações dos jipões e se o segmento teria chegado ao limite, foi sucinto: “Ainda tem muito espaço para explorar no segmento, estamos só começando”. 

Anti-toro alemã
A Volkswagen teve como principal apresentação a picape Tarok. Trata-se de um modelo de porte intermediário que irá brigar com a Fiat Toro. O carro exibido ainda é um conceito, mas suas linhas são bem próximas do carro final, que terá tração 4x4 e deverá contar com motor turbo 1.4 de 150 cv e possivelmente o turbodiesel 2.0 da Amarok. Perguntado se a picape estreia até 2020, o vice-presidente de vendas da VW, Gustavo Schmidt, se esquivou dizendo: “É mais pra frente”. Mas é antes de 2022!