Um fundamento inexorável da engenharia do inglês Colin Chapman é a leveza de seus carros. Para Chapman, morto em 1982, a performance não estava na cavalaria do motor, mas na massa reduzida de seus carros. E esse conceito é levado a cabo até hoje. Atualmente a gama da Lotus conta com quatro modelos: Elise, Exige e Evora.

Os dois primeiros são basicamente o mesmo carro, sendo que o Elise é um roadster e o Exige é um cupê. O que difere os dois são o teto rígido e a tampa elevada do capô traseiro da versão fechada. Eles são responsáveis por grande parte das vendas da Lotus, com cerca de 80% da produção, que no ano passado foram de exatas 1.071 unidades.

E como a Lotus é uma marca de baixa produção e praticamente se dedica a dois modelos, sendo que o Elise está em linha há 21 anos com o mesmo chassi, não é raro a marca criar derivações da dupla. A nova criação da Lotus é o Exige Race 380. Trata-se uma versão homologada para uso em circuito fechado.

Pluma
Com apenas 998 quilos, ele pesa pouco mais que um carro popular equipado com motor 1.0. No entanto esse Exige carrega um V6 3.5 (fornecido pela Toyota) dotado de compressor mecânico que lhe rende potência de 380 cv e um torque generoso de 41 mkgf. Trata-se de uma relação peso/potência de apenas 3,8 quilos por cavalo vapor. 

A transmissão também é de competição e utiliza um conjunto sequencial de seis velocidades, com discos de embreagem duplos. Para facilitar a saída dos gases, o cupê utiliza escapamento de competição que tem certificação da FIA.

Esses números se traduzem numa aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e máxima de 274 km/h. Parece pouco se comparado com o desempenho de uma Ferrari 488 GTB que supera os 330 km/h, mas, com meia tonelada a menos, o Race 380 acelera como um foguete e o piloto pode deixar para espremer o pedal dos freios com muito menos antecedência, o que lhe garante melhor performance na pista. 

Para chegar ao peso abaixo de uma tonelada, o Exige conta com chassi em alumínio e componentes em fibra de carbono na carroceria. E, para garantir o perfeito equilíbrio da carroceria, o motor é montado na posição central traseira, na transversal, para manter a maior massa entre os eixos. Os freios de discos ventilados são fornecidos pela AP Racing e os amortecedores com ajuste de carga são da Ohlins. 

Gostou? Então corra até Norwich (sede da Lotus) a cerca de 190 quilômetros de Londres, com 100 mil libras (R$ 396 mil), pois como já deu para notar, a Lotus não fabricará muitas unidades.