A estação do frio está chegando e com ela alguns probleminhas e incômodos reaparecem comprometendo o bom funcionamento do automóvel. É bem verdade que Minas Gerais, em grande maioria de seu território não sofre com quedas muito bruscas de temperaturas, mas entre junho e julho as madrugadas tendem a ser frias e que precisa sair de casa cedo deve se prevenir para não passar aperto.

Um dos grandes vilões nos dias de inverno é um item pouco lembrado, o reservatório de partida a frio. Mais como conhecido como “tanquinho”, que recebe gasolina para auxiliar na partida quando o automóvel está abastecido com álcool. Na maioria das vezes, o motorista se esquece de reabastecer o tanquinho e quando vai dar ignição pela manhã o motor não pega.

Outro problema rotineiro em automóveis com motor bicombustível é que a gasolina tende a apodrecer literalmente, devido a oxidação. Em média, a vida útil da gasolina dentro do tanque de combustível é de três meses e no tanquinho não é diferente. 

Com oxidação, a gasolina fica mais densa e pode até formar uma espécie de goma, que geralmente obstrui o reservatório de partida a frio. O ideal é abastecer o tanquinho com combustível aditivado, de preferência as gasolinas especiais, que contêm agentes conservantes que prolongam sua vida útil em até 18 meses.

Mas não é só tanquinho que demanda cuidado, outro item que pouca gente se dá conta de sua existência e substituição é a vela de ignição. “A vela de ignição sofre um desgaste natural, pois trabalha sob condições severas, como pressão e altas temperaturas. A nossa recomendação é fazer a revisão da peça a cada 10 mil quilômetros ou anualmente, o que ocorrer primeiro”, observa o consultor de Assistência Técnica da NGK, Hiromori Mori. Além de dificultar na partida, as velas desgastadas também elevam o consumo de combustível.