Os utilitários-esportivos (SUV) têm vivido o apogeu há pelo menos duas décadas e influenciado os demais segmentos, que se inspiram na robustez dos jipinhos para atrair o consumidor. É o caso dos hatches aventureiros. Por aqui a onda começou como o CrossFox, lá em 2005, no rastro da perua Palio Weekend. Atualmente, há uma grande variedade de “escoteiros mirins” e o Chevrolet Onix Activ é um deles.

O compacto da GM ganhou a indumentária aventureira há poucos meses, junto com o primeiro facelift. A versão chega para aumentar as opções para quem busca jipinhos compactos. E como a Chevrolet não tem representante abaixo do Tracker, vai quebrando o galho com o Onix.

Tudo igual
Em termos técnicos, não há diferença entre o Activ e a versão LTZ. Ambos utilizam o mesmo trem de força composto pelo motor 1.4 de 106 cv e opção de transmissão automática de seis marchas. 

As duas versões também compartilham os mesmos equipamentos, como câmera de ré, sensores de chuva e estacionamento, dentre outros itens. No entanto, a maquiagem aventureira encarece o Onix Activ em R$ 3.630. É o preço cobrado pelos para-choques e rodas exclusivos, rack de teto e o chamativo acabamento interno em dois tons. 

Aposta
No entanto, a Chevrolet está certa em apostar na versão, afinal, Renault, Volkswagen, Fiat, Toyota e Hyundai também não têm pudor de cobrar mais caro por suas versões aventureiras. Além do mais, a marca da gravatinha é líder de mercado justamente com o Onix e acredita que pode abocanhar consumidores que ainda não se decidiram por qual escoteiro levar.

 

Raio-X Chevrolet Onix Activ 1.4 (automático)

O que é?
Hatch pequeno, quatro portas e cinco lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade de Gravataí (RS).

Quanto custa?
R$ 57.490
R$ 64.140 (testado)

Com quem concorre?
O Onix Activ concorre com o Fiat Uno Way 1.3 Dualogic (R$ 51.990); Hyundai HB20X Premium 1.6, automático, (R$ 65.355); e Renault Sandero Stepway Easy-R (R$ 63.960); Toyota Etios Cross (R$ 59.120) e Volkswagen CrossFox (R$ 69.850)

No dia a dia
O Onix Activ oferece os mesmos recursos do Onix “citadino” em sua configuração mais refinada. Daí, pode-se esperar bastante comodidade, principalmente pelo uso da transmissão automática de seis marchas que facilita a vida no trânsito. Para manobrar, o auxílio da câmera de ré é um facilitador na hora das balizas mais apertadas.

A falha crônica do Onix, e de boa parte da gama Chevrolet, é a ausência do navegador GPS nativo no módulo MyLink. Para poder navegar na tela central é preciso ter um telefone com sistema Android, capaz de reproduzir o Google Maps. 

O sistema OnStar, que se tornou item de série em toda a gama, é um diferencial entre os concorrentes, principalmente em situações de emergência. O único rival que oferece recurso semelhante é o Ford Ka, mas apenas para emergência. No entanto, vale lembrar que o serviço passará a ser cobrado a partir deste mês com planos que vão de R$ 50 a R$ 80.

Motor e transmissão
O motor 1.4 8v de 106 cv e 13,9 mkgf é um velho conhecido do público e mostra bom comportamento, tanto na estrada quanto na cidade. No entanto, a combinação com a transmissão automática de seis marchas trouxe conforto, mas deixou o modelo mais letárgico, demorando para responder em retomadas. 

Como bebe?
Seu consumo com álcool é de 7,2 km/l na cidade.

Suspensão e freios
A suspensão do Onix segue o mesmo padrão da categoria há mais de 30 anos, utilizando conjunto independente (McPherson) na frente, e eixo rígido na traseira, com a diferença de ter sido elevada em alguns milímetros. Já os freios utilizam o trivial conjunto de discos na frente e tambor atrás, mas cumprem bem a função de frenagem, com o auxílio do ABS. 

Pontos positivos
- Cesta de equipamentos
- Porta-malas

Pontos negativos
- Acréscimo de preço da versão
- Ausência de GPS nativo