Renault manterá fábrica de São José dos Pinhais parada até final de agosto

Marcelo Jabulas
@mjabulas
10/08/2021 às 08:00.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:38
 (Marcelo Jabulas)

(Marcelo Jabulas)

A crise dos semicondutores está longe de acabar e vem paralisando linhas de montagem país afora. A Renault interrompeu suas operações na planta de São José dos Pinhais (PR) até 27 de agosto. O motivo da paralisação se dá pela escassez de componentes eletrônicos, devido a pandemia do Covid-19, que interrompeu linhas de produção ao redor do mundo. 

A fabricante francesa já tinha iniciado processo de férias coletivas justamente pela falta de peças. A previsão de retorno era para o dia 12 de agosto. No entanto, ela postergou a paralisação da linha por mais duas semanas.Marcelo Jabulas / N/A

TELA AZUL – Sem componentes eletrônicos, Renault se viu obrigada a manter linha da fábrica de São José dos Pinhais (PR) paralisada até 27 de agosto; falta de chips impactou várias marcas

Semicondutores

A falta de semicondutores não é um problema exclusivo da Renault e muito menos da indústria brasileira. A General Motors está com a produção do Chevrolet Onix paralisada desde abril, em Gravataí (RS). Manobra que fez a participação da GM despencar em 2021.

Antes da parada dupla Onix e Onix Plus emplacaram 59 mil unidades, entre janeiro e abril. Para se ter uma ideia, de maio a julho, foram apenas 13,4 mil licenciamentos, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), sendo que grande parte desse volume corresponde aos modelos Joy e Joy Plus - que são os modelos de carroceria antiga e que são contabilizados junto com a nova geração. Ou seja, no mesmo período, os emplacamentos despencaram quase 75%.

“Há demanda interna e externa por um volume maior de veículos, mas infelizmente a falta de semicondutores e outros insumos tem impedido a indústria de produzir tudo o que vem sendo demandado, apesar dos esforços logísticos empenhados pelas empresas. Os estoques de 85 mil unidades nas fábricas e nas concessionárias são os menores das últimas duas décadas, o que comprova a gravidade da situação”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. De acordo com ele, não há previsão de normalização no fornecimento até meados de 2022.

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