O Jeep Renegade é um carro de duas personalidades. A versão flex foi feita para quem busca o visual exclusivo do utilitário norte-americano, mas não está interessado em fugir da civilização. Já o Renegade diesel é um carro que encara terrenos acidentados e vai onde a maioria dos jipinhos urbanos não dão conta de ir. Ao mesmo tempo, é um carro prático no cotidiano.

 

O grande problema está no preço. O Renegade 4x4 encareceu demais, assim como a Fiat Toro e o irmão Compass. E a versão Moab chega para ser a alternativa mais acessível com essa opção de motor.

Com preço inicial de R$ 146.590, o Moab não é um carro barato. Mesmo assim, é R$ 10 mil mais em barato que o longitude e R$ 22 mil a menos que o Trailhawk. 

Para chegar ao preço menos exorbitante, a Jeep deu uma “limpada” no SUV. Foram removidos os bancos em couro, assim como acendimento automático dos faróis e sensores de chuva. Ele também conta com um multimídia mais simples e abre mão da partida sem chave. Ou seja, nada que seja vital.

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Mas ainda sim entrega ar-condicionado digital de dupla zona, freio de estacionamento automático, câmera de ré, retrovisores elétricos, rodas de liga leve aro 17 e faróis de neblina.

Mas o que importa mesmo segue intocado. Trata-se da combinação do motor turbodiesel 2.0 de 170 cv e 35,6 mkgf de torque, combinado transmissão automática de nove marchas (sendo que a primeira faz o papel de reduzida), seletor eletrônico de tração, assistente de declive, seletor de terreno e bloqueio de diferencial. 

Ou seja, um jipe para ser usado como jipe.

Ficha - Jeep Renegade Moab 2.0

O que é?
Utilitário-esportivo (SUV) compacto de cinco lugares.

Onde é feito?
Produzido na unidade de Goiana (PE).

Quanto custa?
R$ 146.590

Com quem concorre?
O Renegade é o único SUV compacto com motor turbodiesel e tração 4x4. O rival mais próximo é o irmão Compass.

No dia a dia
O Renegade é um jipinho que já se mostrou bem adaptado para o uso urbano. Com a versão Moab não é diferente. Apesar de lançar mão de refinamentos, o carro oferece bom acabamento, como nas demais versões.
Essa versão chega para quem quer explorar suas capacidades off-road e não quer pagar por itens que não irá usar. Para se ter ideia, não há pacotes de opcionais.

Motor e transmissão
O motor turbodiesel 2.0 de 170 cv e 35,7 mkgf de torque garante ao Renegade força de sobra para a compacta carcaça. Aliado à transmissão de nove marchas e tração 4X4 e função reduzida (que na verdade é a primeira marcha), seletor de tipo de piso e bloqueio de diferencial, o Renegade é capaz de encarar qualquer tipo de terreno e até mesmo ladeiras da capital, onde a grande maioria dos automóveis não consegue subir ou nem mesmo descer.

Como bebe?
O consumo combinado entre urbano, rodoviário e trechos fora de estrada foi de 10,5 km/l.

Suspensão e freios
A versão utiliza suspensão independente nas quatro rodas com acerto para uso fora de estrada, o que penaliza o conforto. Ela é mais alta que nas demais versões, justamente pelo seu perfil off-road e oscila mais que as demais versões. Por outro lado, praticamente ignora lombadas e se a situação exigir, meio-fio também.

Para facilitar as frenagens, o SUV conta com freios a disco nas quatro rodas, além de controle de partida em rampa (Hill Holder), freio de estacionamento eletrônico, HDC (controle eletrônico de velocidade em descidas), controles de estabilidade (ESC), tração, estabilidade para trailler (com uso de engate Mopar) e anticapotamento.

Palavra final
O Renegade Moab não é barato, mas não é tão caro como o Trailhawk. Mesmo assim entrega a mesma capacidade off-road, mas com desconto de R$ 22 mil.

Entre os off-road turbodiesel, ele é o mais barato (melhor, menos caro) do mercado e a opção que se aproxima em preços é o Compass. Depois o tíquete vai às alturas com Trailblazer, Pajero Sport, Hilux SW4 e chega ao “Everest” com novo Defender. 

Pessoalmente, é a melhor pedida para quem busca um Renegade. Pois entrega o essencial para quem quer viver suas aventuras, sem penduricalhos desnecessários.