A dinastia dos utilitários-esportivos (SUV’s) promete ser longa. Afinal, todo mundo sonha com um jipinho moderninho na garagem. Mas o Jeep Compass se dispõe a ir além da ideia de um carro de visual valente para comprovar que também é polivalente. Testamos a versão Longitude turbodiesel que, ao contrário da flex, foi projetada para andar bem tanto no asfalto como fora dele. 

Junto à unidade 2.0 de 170 cv e gratos 35,7 mkgf de toque, o Compass ainda tem transmissão automática de nove marchas e sistema de tração nas quatro rodas com seletor eletrônico, que inclui 4x4 reduzida, assim como programa para melhor desempenho em terrenos de pouca aderência (Lama, Neve e Rocha). Ele ainda oferece auxílio de descida de ladeira, que não deixa o motorista perder o controle e nem comprovar a clássica lei da gravitação universal de Newton.

Tudo isso faz do Compass diesel um carro capacitado para enfrentar terrenos acidentados com valentia. Seu curso de suspensão e a rigidez da carroceria vão muito além do que o visual insinua. Em pisos muito irregulares as rodas buscam o solo sem que a carroceria se contorça. É o que os engenheiros de Detroit chamam de “off road ability”.

No asfalto
Em condições citadinas, o Compass Longitude se comporta como qualquer outro jipinho de luxo, com exceção do ruído acentuado do motor diesel. O carro é ágil e toda a oferta de torque aparece a 1.750 rpm. 

Isso significa que ele tem sempre força disponível nas ultrapassagens e para arrancar em qualquer ladeira. Se o piso estiver escorregadio, basta selecionar o 4x4 e deixar que ele identifique a aderência e distribua o torque da melhor maneira.

Por dentro ele oferece pacote farto de conteúdo, com direito a ar-condicionado digital de duas zonas, sistema de entretenimento com GPS, USB, conexão para smartphone, bancos revestidos em couro, dentre outras minudências exigidas num carro que parte de R$ 137.990, mas que recheado ao máximo não se envergonha de ultrapassar os R$ 150 mil.

Raio-x Jeep Compass longitude 2.0 turbodiesel

O que é?
Utilitário-esportivo (SUV) médio de cinco lugares.

Onde é feito?
Produzido na unidade de Goiana (PE).

Quanto custa?
Base R$ 137.990
Testado R$ 146.618

Com quem concorre?
O Compass turbodiesel não tem nenhum concorrente equipado com motor turbodiesel com a mesma configuração de tração e número de assentos, mas nivela em preço com modelso como Honda CR-V ELX 2.0 4x4 (R$ 148 mil), Hyundai New Tucson GL 2.0 (R$ 138.900) e Toyota RAV4 Top 2.0 (R$ 159.290).

No dia a dia
O Compass é um utilitário-esportivo (SUV)l extremamente confortável e bem acabado. Com boa oferta de espaço, oferece conforto para cinco ocupantes. O porta-malas de 410 litros permite acomodar um bom volume de bagagem.

Ao contrário das versões equipadas com motor flex, o Compass diesel é um veículo pensado para quem realmente faz uso tem condições fora-de-estrada, tal como o Renegade diesel. Suas habilitações são incontestáveis em terrenos acidentados o que justifica o sobrepreço de R$ 35 mil em relação à versão de entrada, com motorização bicombustível, o que faz dele um curinga para quem roda na cidade e foge para o mato nos finais de semana.

Motor e transmissão
O motor turbodiesel 2.0 (170 cv e 35,7 mkgf de torque) associado à transmissão de nove marchas e tração 4X4, com opção de reduzida, seletor de tipo de piso e bloqueio de diferencial, habilita o Compass a encarar terrenos acidentados que dificilmente são vencidos por seus adversários e só briga com o irmão Renegade com mesmo conjunto mecânico. 

Como bebe?
Apesar do porte, seu consumo combinado entre urbano e rodoviário foi de 12,1 km/l.

Suspensão e freios
Assim como na versão flex, o Compass turbodiesel conta com suspensão independente nas quatro rodas, com acerto para uso fora-de-estrada. Ele ainda oferece seletor eletrônico de tração, com direito a quatro programas para uso em pisos diferentes (Lama, Neve, Rocha e Automático), além de assistente para descida de ladeira. 

Nas frenagens, o SUV conta com freios a disco nas quatro rodas, além de controle de partida em rampa (Hill Holder)e freio de estacionamento eletrônico.

Pontos positivos
Espaço interno
Acabamento
Conforto
Desempenho

Pontos negativo
Custo dos pacotes de opcionais
Preço Final