Atração da Volkswagen no Salão do Automóvel de São Paulo, a picape conceitual Tarok está prestes a ser lançada. O utilitário foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e mantém basicamente as mesmas formas e medidas do conceito levada para a mostra paulistana. 

Com aproximadamente 5 metros de comprimento, a Tarok tem medidas parecidas com a da Fiat, que será sua grande rival. Por dentro o conceito era muito parecido com o utilitário T-Cross e, muito provavelmente, deverá manter o layout por uma questão de economia de escala. 



Na época, o conceito trazia inovações como a escotilha atrás do banco traseiro, que permite ampliar o espaço de carga. Trata-se de um conceito semelhante ao rebatimento parcial dos bancos de um sedã ou hatch para acomodar cargas de maior comprimento. 

Motores

A gama de motores da Tarok ainda não foi confirmada pela VW. Na época do Salão, conversamos com executivos da marca que disseram que o projeto previa instalação de motores diesel e a flex. Atualmente, a VW conta com duas versões do motor 2.0 TDI na América Latina. Na Argentina, onde ela produz a Amarok, o utilitário é equipado com uma versão turbo de 140 cv e uma biturbo de 180 cv. Por outro lado, são motores de montagem longitudinal para abrigar a pesada transmissão que invade pela cabine da grandalhona, afixados no chassi..

O conceito, por sua vez, estava equipado com motor TSI 250 1.4 de 150 cv e 25 mkgf de torque, o mesmo que equipa T-Cross, Polo GTS, Virtus GTS, Jetta e Tiguan Allspace. Por outro lado, há quem crave que uma versão “amansada” do TSI 350 2.0 também possa vir a equipar o utilitário. Esses motores são montados em posição transversal, com a caixa de marchas instalada próximo à roda esquerda. Mas o que é certo é que a picape terá opção com tração integral e transmissão automática. Resta saber se a opção 4x2 terá tração dianteira, como na Toro e Oroch, ou será traseira.

De onde vem?

O endereço da fábrica também segue incerto. Ela pode vir do México, da Argentina ou de São José do Pinhais (PR). A possibilidade de ser feita no Paraná é grande, já que a planta está adequada para a plataforma e ajudaria a baratear os componentes importados do T-Cross. 
No México, poderia dividir linha com o Tiguan. Mas a opção de ir para Coronel Pacheco, na região metropolitana de Buenos Aires é grande. No ano passado VW e Ford firmaram parceria para desenvolvimento de produtos para o mercado do Cone Sul, como se fosse o retorno da malfadada

Autolatina

As duas fábricas são vizinhas, divididas por uma cerca de arame. A Ford já anunciou interesse em concorrer no segmento dominado pela Toro e a parceira com a VW poderia resultar numa versão americana da Tarok, uma espécie de mini Ranger.

Quanto custará

Já os preços são mais fáceis de se prever. Se fosse lançada hoje, iriam de R$ 100 mil a R$ 170 mil. Assim, ocuparia uma lacuna entre Saveiro Cross cabine dupla e Amarok Comfortline e também se posicionaria próximo da Toro, o que varia de R$ 97 mil a R$ 167 mil.