A Honda apresentou uma versão conceitual de como será a décima primeira geração do Civic. A versão final só será lançada em 2021, mas o estudo é praticamente o carro finalizado, revelando um automóvel mais sereno que seu antecessor.

A atual geração do Civic foi apresentada em 2015 e tinha como função ampliar a participação do sedã no mercado norte-americano. Para isso, a Honda aplicou um desenho extravagante, com grandes lanternas, faróis afilados e uma carroceria que fastback sem as proporções definidas de um três volumes clássico.

Por dentro, também se destacou pela arquitetura em que imperava um console central elevado e um painel cheio de estilo. Tudo isso fez com que ele saltasse de aproximados 310 mil unidades anuais da geração passada para cerca de 350 mil. 

Um incremento de mais de 10% nas vendas. E muito se deve ao seu estilo jovial, que atendeu aos interesses do consumidor jovem, que buscava um compacto (nos EUA ele é considerado compacto) mais arrojado.

Sóbrio

Agora ele ressurge mantendo elementos da atual geração, mas com um desenho mais limpo, sem tantos recortes. Trata-se de uma identidade mais sóbria que a Honda já aplicou no Fit, no City e agora chega ao Civic.

A parte frontal é mais bem definida, sem aquela profusão de elementos da atual geração. De lado, ele mantém o recorte na janela espia, mas a coluna C não avança até a ponta do porta-malas. As lanternas têm formas mais convencionais. Mas isso não significa que o Civic ficou careta. Ele é ousado, mas não tanto como na décima geração. 

Interior

Por dentro também impera um estilo mais sóbrio, com linha minimalista, segundo uma ilustração, que até agora é a única imagem da cabine. 

Seu quadro de instrumentos é digital e simula relógios analógicos. O multimídia flutuante é o único elemento em destaque no painel e os difusores do ar-condicionado se escondem atrás de uma grade em forma de colmeia.

“O Civic sempre superou as expectativas e o novo Civic continuará esse legado de definir o padrão para carros compactos com design centrado no ser humano, excelente dinâmica, estilo, desempenho de segurança e prazer do motorista”, aponta o vice-presidente executivo da Operações nacionais da American Honda Motor, Dave Gardner.

Cupê

Com a nova geração a Honda deixará de oferecer a versão cupê. Na apresentação, ficou claro que o modelo só terá opções sedã e hatch, mas manterá as versões Si e Type R. 

Uma das razões é o fato de o consumidor norte-americano ter se rendido aos hatches. Na oitava e nona gerações, o hatch era exclusivo para o mercado europeu, enquanto o cupê era a posta “jovem” para os EUA. 

Mas desde a atual geração as três carrocerias convivem juntas na terra do Tio Sam. E quando se pensa em produtos globais, a matemática mostra que não compensa os gastos numa opção de menor escala.

Motores

A Honda não deu detalhes da motorização do Civic. A expectativa é que a unidade 1.5 turbo de 173 cv seja mantida na linha. Há também expectativa de versões híbridas para o japonês.

Brasil

Por aqui, ainda é cedo para pensar numa renovação do Civic. Sua chegada nos EUA acontecerá em meados de 2021. Aqui, a Honda tem Fit e City na fila de renovação, que está atrasada devido a pandemia do Coronavírus Covid-19. Ou seja, Civic novo só, em 2022.

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