O segredo do design está na simplicidade. Veja um Porsche 911, uma garrafa de Coca-Cola ou tênis All-Star. São atemporais devido à simplicidade genial de suas formas, como uma obra de Niemeyer. E parece que a Hyundai resolveu trilhar esse caminho com o Prophecy Concept.

Depois de um pacote de carros horrorosos, em que se inclui o novo HB20, a marca sul-coreana revelou um conceito de forma simples e fluidas, que ditará o caminho de seus futuros modelos elétricos. É o que explica o chefe do Hyundai Global Design Center, SangYup Lee. 

“Demos vida a mais um ícone que estabelece um novo padrão para o segmento EV, além de levar a visão de design da Hyundai a horizontes ainda mais amplos. Com o futurismo otimista, nosso objetivo é estabelecer uma conexão emocional entre humanos e automóveis”, explica o executivo.

Anos 90
Se olharmos bem o Prophecy, o conceito remete ao padrão de design que surgiu no final dos anos 1980 em conceitos arredondados, como BMW Nazca, Ford Mustang Mach III, Ferrari Mythos. Esses carros serviram de inspiração para modelos como a geração E39 do Série 5, assim como Ford Taurus (de terceira geração) e até mesmo a Ferrari F50, que estrearam nos anos 1990. 

Todo preto, o Prophecy se projeta com uma mancha. Apenas os faróis são bem definidos, assim como as rodas e frisos nas laterais. Com luz projetada é possível enxergar os vincos e suas curvas. Para não macular suas formas, o aerofólio em material acrílico é transparente. 

E quando se consegue visualizar as linhas do conceito, logo se enxerga elementos dos primeiros Mercedes CLS e Audi TT, que foram concebidos na fase arredondada da indústria do automóvel. E, claro, a cadência da traseira só falta dizer: me chama de Porsche.

Cx
Segundo a marca, as formas garantem um excelente coeficiente aerodinâmico (Cx), que é um fator de desenvolvimento fundamental num automóvel elétrico. 

Afinal, quanto menor for a resistência do ar, maior será o esforço para deslocar o carro. Em outras palavras, corresponde a aumento da autonomia.

Videogame
Por dentro, o Prophecy é como todo carro conceito, repleto de revoluções. Ele abandona o volante em função de um joystick. Os pedais dão lugar a duas placas, como se fossem os botões de controle de videogame. Tudo isso garante mais espaço para os ocupantes e também para quem viaja no assento do motorista, afinal o modelo também conta com condução autônoma. 

O painel conta com uma tela que segue de porta a porta. Nela são projetadas diferentes informações. O motorista tem uma segunda tela em que são exibidos dados da viagem. Entrar e sair do Prophecy não é problema. As portas traseiras são suicidas e não há coluna central. Trata-se de um recurso muito bonito em showcars, mas que se mostra pouco viável num carro de produção, devido aos reforço que elevam o peso. Como foi dito, seu interior segue a cartilha de qualquer carro conceito.

Agora resta saber se a profecia se revelará a luz.