Quase 453 mil empregos entre diretos e informais poderiam ser criados se os R$ 44,612 bilhões de investimentos demandados por Minas Gerais para compensar as perdas com a mineração saíssem do papel. Os números fazem parte de um estudo apresentado ao governador, Romeu Zema (Novo), nesta segunda-feira (6) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e adiantado pelo Hoje em Dia na edição do dia 27 de abril. 

Conforme o estudo, o setor infraestrutura seria o responsável pelo maior número de vagas: 296,1 mil. Em seguida, os aportes em energia criariam 79,3 mil empregos. Os investimentos em habitação tirariam 57 mil do desemprego. 

Apesar do otimismo, os empregos não seriam suficientes para tampar o rombo causado pelo fechamento das minas e barragens operadas pela Vale em Minas. Conforme a Fiemg, a interrupção na produção de 90 milhões de toneladas de minério até 2020 e de 65 milhões de toneladas até 2021 poderia culminar no encerramento de 1 milhão de postos de trabalho. Vale lembrar que a mineradora era responsável pela barragem de Feijão, que rompeu em Brumadinho e deixou mais de 300 vítimas.

Além dos empregos, o estudo aponta que R$ 5,7 bilhões seriam gerados em impostos caso os aportes fossem viabilizados. Novamente, o segmento de infraestrutura seria o que mais contribuiria, com R$ 4 bilhões.

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