A jornalista Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB), foi ouvida na manhã desta terça-feira (11) na sede da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte. Ela foi um dos alvos da Operação Ross, que cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em residências do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e também em imóveis de aliados do parlamentar.

Conforme a PF, o objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. Aécio, de acordo com a corporação, teria comprado apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias. Os valores investigados ultrapassam R$ 100 milhões. 

"As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014", informou a PF por nota.

No total, 200 homens trabalharam na ação, que faz parte do inquérito 4519, que tem como relator no Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Marco Aurélio Mello. 

Prisão domiciliar

Em maio de 2017, Andrea Neves foi acusada de ter negociado com Joesley Batista, da JBS, uma propina de R$ 2 milhões para o irmão. Na ocasião, a jornalista foi presa e ficou um mês detida no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, de onde saiu para cumprir prisão domiciliar. Em dezembro do mesmo ano, o ministro (STF) Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou a irmã do senador da prisão domiciliar e do uso de tornozeleira eletrônica.

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