Não se pode duvidar da persistência de Sérgio Habib, o nome da JAC no Brasil. Depois fazer barulho com o J3, há 10 anos, anunciar fábrica e ser atropelado pelo Inovar Auto, o representante virou totalmente o foco do seu negócio para a eletrificação. A marca acaba de lançar o elétrico E-JS1, que chega para ser a opção mais barata do mercado. Mas não pense que o carrinho é uma ninharia. Seu preço sugerido é de R$ 150 mil. 

Desenvolvido em parceria com o Grupo Volkswagen (na China), o modelo deriva do pequenino J2, que a marca vendeu no Brasil com motor a combustão. Com 3,65 m de comprimento e 2,39 m de entre-eixos, o carrinho chega para ser a opção de quem precisa de um automóvel elétrico urbano, mas não quer pagar mais de R$ 200 mil.

“O JAC E-JS1 é uma grande aposta. Será o carro elétrico mais barato do Brasil e atuará em um segmento absolutamente inédito, o de compacto urbano, compatibilizando a aplicação ideal para um veículo totalmente elétrico: o uso dentro da cidade. Você pode usá-lo em rodovias, nas pequenas viagens? Claro que sim. Mas seu habitat natural é o trânsito urbano”, explica o presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil, Sergio Habib.

Bateria do E-JS1

Equipado com baterias de lítio de 30 kWh, esse carrinho pode rodar até 302 km com uma recarga de bateria. Para completar a carga, não é preciso mais que 5 horas conectado a um ponto de recarga rápida.

Seu motor de 62 cv e 15 kgfm de tor está longe de ser o mais empolgante no exótico do mercado de automóveis elétricos. Para se ter uma ideia, sua velocidade máxima é de 110 km/h e sua aceleração de 0 a 100 km/h é de 10,7 segundos.Mas para um carro citadino, o E-JS1 não precisa de mais potência que essa. Ele oferece o mesmo torque que um motor 1.6 aspirado. Ou seja, não refuga na ladeira.

Aos poucos o tíquete médio dos elétricos se tornam mais factíveis. Mas ainda está longe do elétrico ser um carro acessível.

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