O julgamento do ex-prefeito de Unai Antério Mânica foi retomado na tarde desta quarta-feira (4). Ele é acusado de ser o mandante das mortes de quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2004. Até o momento, já foram ouvidas seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Erinaldo de Vasconcelos Silva é o primeiro a ser ouvido no retorno do intervalo. Ele é um dos executores, já condenado pela chacina. Antes, foi ouvido o auditor fiscal Afrânio Gonçalves Soares. Ele prestou depoimento na condição de informante.

Segundo ele, que trabalhou na fiscalização de fazendas na região de Unai na época do crime, Antério Mânica chegou a ligar para a delegacia do trabalho para reclamar do trabalho dos fiscais.

Afrânio contou que o tom do fazendeiro ao telefone não era amistoso, já que ele estaria insatisfeito com a ação da fiscalização. Ainda segundo o informante, não era comum fazendeiros ligarem para reclamar dos fiscais.

Antes dele, a quinta testemunha a prestar depoimento foi o auditor fiscal Joaquim Elegio de Carvalho, que trabalhou com com os servidores assassinados. Ele contou ao júri que veio a conhecer Antério Mânica apenas na Justiça Federal, quando prestou seu primeiro depoimento em juízo.

Ao todo, serão ouvidas 16 testemunhas pela acusação e outras seis pela defesa. A expectativa é que o júri termine na próxima sexta-feira (6).