A eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi anulada pela Justiça nesta segunda-feira (4). A juíza Marcela Oliveira Decat de Moura determinou que a vereadora mais votada no município, Juliana Ellen de Sales (Cidadania), assuma interinamente para convocar nova eleição.

A juíza atendeu a um pedido de mandado de segurança dos parlamentares Anísio Clemente Filho (PTB), Viviane Gomes de Matos (DEM) e Cláudio José de Deus (Progressistas). Eles argumentaram que a vereadora Juliana não seguiu as normas do Regimento Interno da Câmara durante a eleição da mesa diretora, ocorrida na sexta-feira (1º).

Eram três chapas concorrentes, sendo que duas receberam cinco votos e uma não recebeu voto algum. Segundo o regimento interno, deveria haver uma votação, com as mais votadas, mas as três chapas foram inseridas novamente.

Alguns vereadores mudaram seus votos e a chapa vencedora passou a ser aquela que, anteriormente, não havia recebido voto algum. Dessa forma, a votação que havia eleito José Carlos Boi (PSL) foi suspensa pela juíza e as determinações do vereador desde a sexta-feira foram anuladas.

A Câmara Municipal de Nova Lima disse que a decisão judicial já foi cumprida e que a Casa Legislativa acompanhará o prosseguimento do processo. A data para a nova eleição ainda não foi marcada.

O então procurador da Câmara Municipal, Luciano Nunes, afirmou que não foi convidado para auxiliar na condução da eleição da mesa diretora e protestou ao observar que as três chapas estavam na segunda votação. Ele foi exonerado nesta terça-feira (5).

A reportagem do Hoje em Dia ligou para os gabinetes dos vereadores Juliana Sales, José Carlos e Anísio Clemente Filho, mas não conseguiu contato com os assessores.