A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 4,7 milhões em bens de um ex-prefeito, dois vereadores, além de ex-servidores públicos e empresários do município de Arcos, no Centro-Oeste de Minas. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), eles são acusados de fraudarem processos licitatórios para a contratação de serviços de transporte de estudantes universitários e de alunos da zona rural do município, entre 2014 e 2016.

Ainda segundo o MPMG, a fraude seria executada com a ajuda de dois servidores públicos, que preenchiam as planilhas com falsas viagens e distâncias fictícias. Em dezembro de 2018, os suspeitos de participação no esquema foram presos durante a operação Ônibus Fantasma.

Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Arcos, a empresa que fazia o transporte pertencia ao irmão de um dos vereadores. O político, que ocupava a presidência da Câmara Municipal, teria participação oculta na viação. O ex-prefeito e os agentes públicos são investigados por recebimento de propina para que o esquema irregular pudesse acontecer.

A reportagem procurou pela administração da Prefeitura de Arcos, mas não conseguiu retorno.