A divulgação de notícias falsas envolvendo uma ativista política e defensora dos direitos das mulheres em Belo Horizonte levou a Justiça a determinar a retirada imediata do conteúdo no Facebook, no Twitter e no Google. Segundo a queixa, acatada pelo juiz Pedro Câmara Raposo Lopes, da 33ª Vara Cível da comarca da capital, dois perfis virtuais veicularam nas mídias sociais notícias fantasiosas nas quais ela é acusada de promover o agenciamento de pessoas para a prática da prostituição. Os textos sugerem inclusive o envolvimento de ministros do STF e outras autoridades no suposto esquema.

Em caráter liminar, o magistrado não só determinou que o material seja tirado do ar, mas também determinou que as três empresas identifiquem e repassem informações sobre os perfis com o conteúdo difamatório. "Nessa luta que vêm travando as instituições contra o que se convencionou chamar de fake news, é relevantíssimo o papel dos provedores de aplicação de internet na vigília das informações propaladas, de modo a minimizar o risco de que aleivosias infundadas venham a ganhar notoriedade”, justificou.