O ex-governador Fernando Pimentel (PT) foi absolvido nesta quinta-feira (23) do crime de desvio de dinheiro. O processo investigava supostas irregularidades durante a campanha eleitoral ao Senado, em 2010.

Ao analisar o caso, o juiz da 32ª zona eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral, Michel Curi e Silva, considerou que não houve provas da denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral e que, as que foram anexadas, eram insuficientes. Por isso, o magistrado considerou Pimentel inocente. 

Na sentença, publicada nesta manhã, o juiz considerou improcedente a denúncia e escreveu que "impõe-se o dever de absolver em face da dúvida, porquanto infinitamente mais odioso que absolver alguém que pode ser culpado é condenar alguém que poder ser inocente".

Advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli reforçou que nunca houve provas para incriminar o ex-governador. "O magistrado resumiu importante lição, em falta hoje em dia: é infinitamente preferível absolver quem pode ser culpado, do que condenar um inocente! Não havia e nem nunca houve prova de culpa", declarou.

Entenda

De acordo com os ministérios públicos Federal e Eleitoral, Pimentel teria omitido na prestação de contas do pleito de 2010 a utilização de R$ 1,5 milhão não contabilizado para sua campanha ao cargo de senador. Conforme a denúncia, o ex-governador teria arrecadado o montante em doações ocultas realizadas por quatro empresas.

A mulher do ex-governador, Carolina de Oliveira Pimentel, também chegou a ser citada na investigação por supostamente ser coordenadora da campanha fraudulenta, mas não foi incluída no processo.