Em agenda oficial na manhã deste sábado, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou a atuação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) frente aos incêndios florestais que assolam a região da Amazônia. 
 
Segundo Kalil, o problema na área de reserva “foi aumentado pelas entrevistas do presidente da República”. “É um assunto sério, de gabinete, que precisa ser tratado com o Exército, com a Polícia Federal e com menos entrevistas, achismos”, declarou o líder do Executivo municipal.
 
Questionado se Bolsonaro teria sido irresponsável, Kalil despistou. “Ele é presidente eleito com 58 milhões de votos. Eu cheguei de Brasília quinta-feira buscando dinheiro. Você acha que vou chamar alguém de irresponsável?”. 
 
Ainda conforme o prefeito, ainda não houve uma avaliação comercial correta sobre os incêndios na Amazônia. Ele acredita que os brasileiros não sabem a importância desse assunto no exterior. “É um momento de se falar menos, de colocar o Exército para trabalhar, para que dê uma resposta para o exterior e não porque o Brasil é independente, é o maior do mundo porque não é. É um país de terceiro mundo, pobre, que precisa do dinheiro da Alemanha e da Noruega sim”, observou o prefeito.