Se a iluminação pública da prefeitura desperdiça de um lado, deixa a população no escuro de outro. Na avenida do Contorno, no trecho que vai da Rodoviária, na área Central, até o Barro Preto, pelo menos 20 lâmpadas estão queimadas há pelo menos duas semanas. O tempo excede, e muito, o prazo de seis dias estipulado para que a empresa contratada para o serviço, a Remo Engenharia, conserte as luminárias.

Falta luz, também, na área hospitalar. Na avenida Alfredo Balena, em frente à praça Hugo Werneck, os usuários do transporte público enfrentam o problema constantemente, afirma a técnica em segurança do trabalho Amanda Cristina Braga. “Neste ano não teve nenhuma noite sequer com iluminação”, reclama. No local, a lâmpada do poste está quebrada.

Para o técnico em edificações Cláudio de Assis Cardoso, que aguardava ônibus no mesmo local, a precariedade na iluminação pública é reflexo da falta de planejamento e gestão na manutenção do serviço. “Há muitos postes de luz com luminárias e adornos quebrados, que não são repostos em tempo hábil”, diz.

Com medo de ser assaltada, a missionária Janaína Pinheiro espera pelo ônibus na Contorno, na área Central, abraçada à mochila. No local, não há iluminação direta. Ela aproveita a lâmpada de segurança de um prédio próximo para não ficar totalmente no escuro.

“Ficamos à mercê da sorte. Aqui é um local perigoso, com pouco movimento e, para piorar, sem iluminação. Pego ônibus neste ponto porque não tenho outra opção”. Segundo os usuários, o local está sem iluminação pública há pelo menos três semanas.

No bairro Salgado Filho, na Região Oeste, as reclamações de queda de energia na Praça Padre José Luiz são constantes, conforme relata a funcionária pública Alessandra Sabino. Ela afirma que chega a ligar para o 156, segundo aconselha a prefeitura, sem sucesso.

“Chego a descer do ônibus dois pontos depois porque tenho medo de passar pela praça no escuro. O local fica dias sem luz e a prefeitura parece que não se importa”, critica.