Antes da epidemia dos utilitários-esportivos (SUVs), que se alastrou pelo mundo a partir dos anos 1990, os jipões 4x4 demoraram para se atualizar. Modelos como Mercedes-Benz Classe G, Toyota Bandeirante e Land Rover Defender são os melhores exemplos. O alemão levou 40 anos para chegar à segunda geração e, ainda sim, parece ser a primeira. O japonês, por sua vez, jaz em sono eterno. E o Defender? Bom, ele morreu em 2016 e acaba de ressuscitar na segunda geração, nas versões 90 e 110 (estendida).

O utilitário britânico foi totalmente repaginado. Ganhou linhas com cantos arredondados que seguem a atual identidade visual da marca. E não é só no desenho que ele se modernizou. O Defender recebeu nova carroceria com monobloco em alumínio, que o tornou mais leve e com maior rigidez a torção. 

Mas mantém elementos da velha “Land” como placa da metal estampado sobre o capô, que serve de estribo, coletor de ar do tipo snorkel, assim como opção de escada. Com um jipão raiz, também ostenta o estepe dependurado na traseira. 

Sob o capô, o Defender revolucionou e passa a ser equipado com opção híbrida. A unidade P400 alia motor seis cilindros turbo 3.0 a um conjunto elétrico, que juntos entregam 400 cv e 57,2 mkgf de torque. 

Num degrau mais baixo, o motor P300 biturbo 2.0 fornece 300 cv. Ele ainda conta com duas opções turbodiesel 2.0 com potências de 200 e 240 cv. A distribuição de força é feita por uma transmissão ZF de oito marchas, que conta com caixa de redução e tração nas quatro rodas.

Por dentro
O interior do Defender também é bem diferente do antecessor. Apesar do estilo robusto, ele conta com acabamento refinado, com muito couro, além de peças em madeira, que pouco lembram a geração passada. 

Entre os equipamentos estão quadro de instrumentos digital, central multimídia, ar condicionado de duas zonas, sistema de áudio premium e tudo mais que o Indiana Jones do século 21 precisa ter.