Na recessão, atuar em diferentes segmentos pode ser a saída para empresas de varejo. Um exemplo é a Leroy Merlin, gigante francesa do setor de materiais de construção civil que está há 16 anos em Minas e vem expandindo negócios nos nichos de acabamento e decoração.

Em um ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em Minas recuou 5,2% no terceiro trimestre, a empresa aumentou as apostas na expansão do mix de produtos, parcelamento das compras e busca pelo menor preço.

A lógica é simples: conseguir as melhores condições de compra com os fornecedores para oferecer as melhores condições e preços de venda para os clientes.

Com duas lojas em Belo Horizonte, uma em Contagem e outra em Uberlândia, a empresa tem planos para inaugurar pelo menos mais uma unidade na região central da capital e outra em Betim. Em 2015, uma loja foi aberta em Fortaleza (CE) e, no próximo ano, Natal (RN) e Maceió (AL) receberão novas unidades da marca.

A diretora da Leroy Merlin BH Sul, situada no Belvedere, Júnia Rios, explica que a marca cresceu 7% no Brasil em 2015, sendo que apenas no nicho específico da construção a empresa vai fechar o ano com crescimento de aproximadamente 3%.

“No momento em que um setor retrai, outro aquece. As pessoas estão voltadas para a melhoria do lar. Quem não está no momento da decoração, pode estar no da pintura. É uma de nossas grandes vantagens competitivas”, comenta.

A variedade é outra aposta que tem trazido resultados para a empresa. Hoje, o mix de produtos conta com mais de 45 mil itens. Em Minas, a empresa atende cerca de 150 mil clientes por mês. No Brasil, a média de atendimentos mensais é de pelo menos 1,5 milhão de clientes.

“Já são 35 lojas em todo país, sendo que cinco inauguramos neste ano. Pretendemos chegar a 50 lojas até 2020. Em Belo Horizonte, são em médio 800 funcionários trabalhando diretamente para a empresa, além dos terceirizados. No país, já são mais de 7,5 mil colaboradores”, explica Junia.

Para manter a liderança de mercado, a Leroy Merlin quer se tornar líder também na internet. A empresa já está testando a plataforma de e-commerce em São Paulo, onde possui três grandes centros de distribuição e logística.

“Além disso temos o serviço de tele-vendas, além das marcas próprias, que contam com itens exclusivos dos principais segmentos em que atuamos”, diz a diretora.