O ano de 2020 tem sido difícil para todo mundo. No setor automotivo, a pandemia também tem causado danos, que culminaram em atrasos de lançamentos e até cancelamentos de produtos. No entanto, fabricantes vêm buscando maneiras de se adequar à nova realidade. Recentemente, conversamos com o presidente da Nissan, Marco Silva, que detalhou como a marca deverá operar no Brasil, com a chegada do novo Versa e atualização do Kicks, mas também no mercado mineiro.

Com 2,95% participação no mercado mineiro, marca japonesa quer ampliar seus números. No entanto, deixa claro que agora não é o momento de abrir novas lojas e apenas uma unidade para Contagem segue no planejamento para 2021. 

“Nosso plano estratégico até 2022 não é aumentar o número de lojas, pois a indústria caiu. Esse ano, os emplacamentos não devem passar de 1,8 milhão, na melhor das hipóteses. A meta agora é fortalecer os grupos de concessionários neste momento difícil”, explica.

E o raciocínio de Silva faz sentido. O investimento para abrir uma concessionária é extremamente elevado. E com o mercado desaquecido, pode ser um tiro no pé. No entanto, ele reconhece que a marca precisa de maior ocupação em Minas. 

Hoje a Nissan tem 16 lojas em 13 cidades, posicionadas basicamente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Sul de Minas, Vale do Aço, Triângulo e uma loja em Montes Claros. Em tese, ela preenche as bordas do estado, mas deixa um terreno enorme sem nenhum tipo de assistência, o que acaba afastando possíveis novos clientes.

Modelo 2S

A solução, segundo o executivo seria utilizar pontos de assistência vinculados às lojas já instaladas. “Em Minas temos um problema que é bem parecido com o que acontece na Argentina, que é o distanciamento elevado. Uma solução para Minas é o modelo S2, com um showroom pequeno que funciona como satélite de outra loja maior. É um modelo que nos ajudará a ampliar nossa capilaridade nessas regiões em que não temos atendimento e queremos ampliar a participação da Frontier”, observa.

Hoje a Frontier tem 5,4% de participação no mercado mineiro. O plano da Nissan é ampliar presença no Estado seguindo moldes de desempenho de Juiz de Fora, de 6,7% em 2019. Ou seja, ela quer mais que dobrar a participação por aqui. Para isso, precisa deixar de comer só pelas beiradas.