Diante de uma leve recuperação econômica, empresas e profissionais que trabalham diretamente com o Natal – como em venda e aluguel de enfeites, decoração de ambientes e alimentação – começam a respirar mais aliviados. Com o consumidor de volta às compras, mesmo que de forma tímida, a previsão é a de que haja aumento de até 20% no faturamento, quando comparado ao do ano passado. Para elevar a receita, comerciantes contam, ainda, com um mix de produtos diferenciado.

É o caso da loja Estrada Real, com unidades no Centro e na Savassi. Durante o ano, o proprietário do comércio, Eder Braga, participou de feiras em todo o mundo. Das viagens, ele trouxe peças e inspiração para as casas e lojas dos clientes. 

“Este ano, o Natal está mais sóbrio. Existe muita procura pelos tons mais neutros, como chá, café, cobre e bronze. Tudo que puxa para o nude está em alta. E é preciso lembrar que, em Minas, temos um público antenado, que costuma mudar a decoração todos os anos”, afirma o empresário, que pretende ampliar em 20% as vendas.

Para atender ao cliente cada vez mais exigente, Braga afirma que aumentou o estoque em cerca de 15%. Na loja, é possível encontrar mais de 4 mil itens à venda. Somente de bolas decorativas, ele destaca que existem mais de 200 modelos. Há também os enfeites para as árvores. “Trouxe uma coleção de fadinhas e alguns animais de palha do exterior que têm ótima saída”, destaca.

Além da variedade, ele oferece, na loja, serviço de decoração personalizada de árvores gratuitamente. Dessa forma, quem ainda está indeciso sobre como montar a decoração tem auxílio gratuito. “Os clientes têm gostado muito. Com a decoradora, é possível fazer árvores lindas e com preços melhores. Por outro lado, quem está disposto a gastar mais também pode sair da loja com uma decoração deslumbrante”, diz. Uma árvore de 1,8 metro sai por R$ 700 em média.

Na Fina Cor Decorações, no Centro, uma árvore montada pode chegar a R$ 6 mil, dependendo de como o cliente quer decorá-la. “É possível fazer uma árvore com R$ 800, por exemplo. Mas o céu é o limite”, diz o proprietário, Jeosafá Eller. Ele conta que incrementou o estoque com cerca de 600 itens em 2018. O objetivo é atender a um aumento de 15% nas vendas. 

Na Gujoreba, com duas unidades na Savassi, o tíquete médio é de R$ 50. Conforme o gerente geral, Gustavo Batista, a expectativa é faturar um pouco mais do que em 2017. “Todo mundo presenteia amigos e parentes no Natal. Às vezes, a pessoa não vai comprar algo caro, mas quer incrementar o presente com um embrulho bonito, por exemplo”, diz. 


Menos da metade do preço, aluguel de artigos vira opção

Para quem deseja uma decoração mais personalizada e gosta de trocar os artigos todos os anos, o aluguel de itens de Natal pode ser uma excelente saída. Além da diversificação dos itens, o preço chama a atenção. 

Na Estrada Real, por exemplo, o aluguel custa aproximadamente 50% do valor cheio. Isso, quando os objetos ficam na casa ou empresa do cliente por cerca de um mês. “Nesse caso, levo os itens antes do Natal e busco lá pelo dia 10 de janeiro”, afirma o proprietário da empresa, Eder Braga. 
Se alguém quiser usar a decoração apenas na ceia de Natal, ou em algum evento de confraternização, por exemplo, o preço fica ainda melhor: cerca de 20% do valor de venda.

“Empresas, consultórios e grupos que fazem festas de Natal têm usado essa estratégia com muita frequência. Quem gosta de mudar os itens do Natal todos os anos se beneficia também, pois a pessoa, além de pagar menos, normalmente não tem onde guardar os artigos que não irá usar mais”, afirma.

Vida nova

Dar vida nova às peças antigas é especialidade da decoradora de interiores Cássia Rodrigues Sigaud. Especialista em decorações natalinas, ela costuma trabalhar com o material do cliente. Mas também pode ir às compras, caso haja necessidade. 

“Na maioria das vezes, eu decoro os ambientes com o que está disponível. Usando a criatividade, é possível deixar a decoração do ano anterior bem diferente”, afirma. Para 2018, a previsão da decoradora é de, pelo menos, manter o faturamento registrado no ano passado. 

Panetones

Tão icônicos quanto as árvores de Natal, os panetones já desembarcaram nos supermercados e padarias de Belo Horizonte. No Extra, a previsão é de aumentar as vendas do produto em 10%, quando comparadas com as do ano passado. 

Panetone

Panetones já desembarcaram nos supermercados e padarias de Belo Horizonte 


Para atingir a meta, a rede de supermercados apostou em novos sabores. Além do tradicional de frutas cristalizadas e da variação de chocolate, é possível encontrar sensação (morango com chocolate) e limão com gotas de chocolate.

Na padaria Vianney, no bairro Funcionários, região Centro Sul de Belo Horizonte, a estimativa é a de faturar 5% a mais do que no Natal de 2017. 
Além dos panetones, o estabelecimento aposta nas massas, nas carnes e nos doces especiais de fim de ano. 
“Aceitamos encomendas de diversos produtos. Este ano, queremos chegar em 200 itens. Ano passado, foram cerca de 190”, afirma Pedro Santiago Moraes, proprietário da Vianney.