Desde a última segunda-feira, a Guarda Municipal de Belo Horizonte já fez 1.174 abordagens a comerciantes devido à abertura dos empreendimentos, mesmo com a proibição imposta pelo Decreto Municipal na tentativa de evitar que o coronavírus se espalhe na capital. Segundo informações da assessoria de imprensa da corporação, as ações foram educativas e não foram geradas multas nem autuações neste primeiro momento, mas os agentes exigiram que o estabelecimento fosse fechado imediatamente.

As fiscalizações aconteceram em ronda ostensiva da Guarda Municipal e também a partir de denúncias feitas por cidadãos via 156, o telefone da Prefeitura de Belo Horizonte, e pela página da PBH na internet, na aba “Ouvidoria”.

O receio de fechar estabelecimentos e entrar numa crise financeira sem tamanho aflige quem depende de uma venda direta, atendimento de balcão e da oferta de prestação de serviços. Por isso há ainda proprietários de lojas que insistem em manter estabelecimentos abertos ou com escala reduzida, mesmo com a proibição da legislação temporária instituída por meio do decreto 17.304, da PBH, que suspendeu o alvará de funcionamento alguns setores da economia.

Caso de um salão de beleza, um dos setores que não pode funcionar pelas proibições governamentais, mas que mesmo assim abre de forma tímida. Acostumado a uma realidade diferente, com sua calçada repleta de gente indo e vindo, agora o proprietário do local se assusta com a “paradeza” que virou a região centro-sul da cidade. 

“Eu estou vindo trabalhar, né, mas o movimento está fraco. Quem chega procurando, atendo, mas funciono com metade da porta aberta. Medo de fiscalização a gente tem, mas se há cliente eu atendo, tenho que trabalhar”, justificou, sem se identificar.

SEM MULTIDÂO

De acordo com o decreto 17.304 , desde o dia 20 de março estão suspensos temporariamente os alvarás de funcionamento de locais cujas atividades promovam aglomeração de pessoas, como por exemplo casas de shows, boates, danceterias, salões de dança, feiras, exposições, congressos, seminários, shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas, cinemas, teatros, clubes, academias, clínicas de estética, salões de beleza, parques de diversão, parques temáticos, bares, restaurantes e lanchonetes.

Autorizados a funcionar estão supermercados, farmácias, laboratórios, clínicas, hospitais e demais serviços de saúde, mesmo que em funcionamento no interior de shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas.