Quando se pensa num superesportivo de pequena produção, rapidamente vem à mente marcas como Lamborghini e Ferrari, com seus poderosos bólidos equipados com imensos motores V8, V10 e V12. No entanto, perto da Lotus, essas italianas parecem fabricantes de trambolhos em larga escala.

Sim, a Lotus tornou-se uma das marcas de esportivos mais exclusivas do mercado. Por conta dos números de produção abaixo de mil unidades anuais, muitas vezes leva um para a garagem requer paciência e dinheiro no bolso.

A marca fundada por Colin Chapman ficou famosa pelas glórias na Fórmula 1. Entre os anos 1960 e 1970 ela faturou seis títulos de construtores. Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro título a bordo da Lotus-Ford 72D, em 1972. A primeira vitória de Ayrton Senna foi também pilotando uma Lotus-Renault 97T, no GP de Estoril, de 1985. 

E das pistas Chapman importou a máxima de que, quanto mais leve o carro, melhor o desempenho. A Lotus GT410 leva esse conceito ao extremo. Trata-se de uma versão “suavizada” da GT410 Sport, que é praticamente um carro de pista homologado para uso urbano.

Acontece que a marca viu que um dos motivos de as vendas serem tão baixas é o fato de que seus carros haviam se tornado pouco práticos e confortáveis. 

A GT410 Sport é um carro pouco amigável, de visibilidade comprometida. A grelha que fica no lugar do para-brisas ajuda a ventilar o motor, mas dificulta enxergar quem vem atrás. Principalmente num carro tão baixo e com posição de dirigir com o traseiro a poucos centímetros do assoalho.

Assim, a 410GT conta com para-brisas traseiro, acerto de suspensão mais macio, porta-objetos nas portas, acabamento em couro e demais necessidades para quem precisa de um carro para uso diário. O melhor é que ela ficou mais barata. São 3 mil libras a menos que a versão mais bruta, num total de 82.900 libras (R$ 456,5 mil).

No entanto, ela é equipada com o mesmo V6 3.5 (com compressor mecânico) do Sport, de 410 cv e 41 mkgf de torque. Acelera de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos e atinge a máxima 297 km/h, pesando apenas 1.361 quilos, peso que equivale a um hatch médio. 

Como toda Lotus que se preze, utiliza transmissão manual de seis marchas. Mas se o cliente insistir, eles dirão (a contragosto) que há opção de caixa automática.