A Ford anunciou o retorno da versão Mach 1 para o Mustang, com lançamento ainda em 2020, mas como linha 2021. Com tiragem limitada, a edição promete resgatar a versão lançada em 1969, que se posicionava abaixo das Shelby GT350 e GT500, além da 302 BOSS. 

Agora o novo Mach 1 também se colocará num degrau inferior às furiosas versões assinadas pela Shelby Cars. Assim como há 50 anos, o Mach 1 será uma derivação mais refinada da versão GT, com suspensão melhorada e detalhes visuais mais agressivos, como aerofólio maior, novas rodas (com desenho exclusivo), pneus Michelin Pilot Sport 2 e grade com os “copos” dos faróis auxiliares que remetem ao original. Pelas imagens divulgadas, o capô não terá abertura para o coletor de ar, como na versão original e também na reedição de 2003. 

O motor será o mesmo bloco V8 5.0 de 466 cv e 56 mkgf de torque, assim como a caixa automática de 10 marchas. Assim, o Mach 1 chega para ampliar a lista de opções do Mustang, que conta com as versões EcoBoost, GT, Bullitt (que difere pela pela cor verde musgo, rodas “Bullitt Rims” e ausência de emblemas, como no carro de Steve McQueen, no longa-metragem que dá nome à versão), além das Shelby GT350, GT500 e GT350R.

O Mach 1

O Mach 1 surgiu foi apresentado no segundo semestre de 1968, como uma variante acima do Mustang GT. Naquela época a Ford tinha lançado a tendência dos pony cars, que ofereciam alto desempenho, mas em carrocerias menores que os tradicionais muscle cars, como Pontiac GTO, Dodge Charger e Chevrolet Chevelle, que apesar de serem modelos de esportivos, não comprometiam o desempenho do Ford. No entanto, com a chegada dos primos Camaro e Firebird, em 1967, a marca do oval azul acendeu o alerta amarelo.

Assim a versão surgiu junto com a segunda alteração na carroceria da versão fastback, que adicionava janelas espias. A versão se posicionava abaixo do 302 BOSS, que utilizava um sofisticado V8, empregado nas versões de competições Trans-Am. Assim como o BOSS, o Mach 1 poderia vir com faróis deslocados dentro da grade e também receber persianas no para-brisas traseiro.

Ao contrário do GT, que era vendido nas versões conversível e hardtop, o Mach 1 só era oferecido na opção fastback. Sua aceitação foi tamanha, que a Ford descontinuou o GT para a carroceria e colocou o Mach 1 como opção de entrada. A versão também esteve presente na reestilização de 1971 e foi mantida no famigerado Mustang II, até 1978. Em 2003 foi reeditada na quarta-geração, seguindo uma tendência retrô encabeçada pela versão Bullitt, de 2001.