A maior parte dos deputados federais gostaria que a Reforma de Previdência incluísse categorias que podem ser deixadas de fora, como os servidores públicos, militares e trabalhadores do Judiciário. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pelo instituto Paraná Pesquisas, que ouviu, entre os dias 11 e 14 de fevereiro, 233 dos 513 parlamentares sobre o tema. 

Segundo o levantamento, 83,1% dos deputados ouvidos se disseram favoráveis à inclusão dos militares no texto. Já sobre a entrada dos servidores públicos na Reforma, a parcela de parlamentares a favor da medida chega a 89,1%. Mais, é em relação aos servidores do Judiciário que há quase unanimidade na Câmara Federal. Ao todo, 91,1% dos deputados foram favoráveis, 5,5% contra e 3,4% não quiseram opinar. 

A pesquisa apontou ainda que 61,1% são a favor da criação de um sistema único de Previdência, que inclua trabalhadores dos setores público e privado, militares e do poder Judiciário, sob as mesmas regras para aposentar. Foram contra esta proposta 20,2% dos parlamentares e outros 18,8% não quiseram opinar.  

PESQUISA

Apesar de 73% dos deputados ouvidos acreditarem que este é o melhor momento para se levar adiante a Reforma, 67,7% deles disseram ser contrários à fixação de regras iguais para aposentadoria independente de sexo, ou seja, que homens e mulheres tenham as mesmas regras para tempo mínimo de contribuição e idade mínima. 

Ao mesmo tempo, 71,4% dos parlamentares também foram contra homens e mulheres terem a idade mínima para aposentadoria de 65 anos. Entre esta parcela contrária à fixação, 35,6% defenderam a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens; 30,1% foram contra qualquer fixação de idade mínima; e 17,8% pregam que deveria ser estipulada a idade de 57 anos para mulher e 62 para homens. 16,5% não opinaram. 

Por fim, o levantamento do instituto Paraná Pesquisas indicou que para 64,8% dos deputados a melhor maneira de implantar a Reforma da Previdência seria de forma que os trabalhadores ativos seriam afetados de acordo com o número de anos que falta para a aposentadoria. Já 21,3% defenderam que trabalhadores ativos não sejam afetados pelas novas regras e 14% não responderam a pergunta. 

"A amostra foi ponderada conforme a distribuição das cadeiras por partido na Câmara dos Deputados e por regiões Brasileiras. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais ou telefônicas entre os dias 11 e 14 de fevereiro de 2019, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, 20,0% das entrevistas", conclui o instituto. 

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