Os manifestantes que tomaram o centro de Belo Horizonte na manhã desta quarta-feira em protessto contra a reforma da Previdência começam a chegar à praça da Assembleia, onde às 14h haverá uma audiência pública sobre a reforma da Previdência. Uma das faixas da Avenida Amazonas, assim como parte da avenida Olégario Maciel, por onde passa a caminhada, estão interditadas. Dentre outros pontos, a reforma altera a idade mínima para a aposentadoria para 65 anos, além de modificar o cálculo para obtenção do benefício. 

Faixas e adesivos de "Fora Temer" foram afixados nos quatro cantos da praça. Um grupo contrário ao governo de Michel Temer, sem ligação a nenhum sindicato trabalhista, montou a "Tenda da Democracia", em que vende camisas temáticas para financiar adesivos pró Dilma e Lula, além do "Fora Temer". "Somos cerca de 300 pessoas que fazemos ações pontuais contra o golpe", disse a arquiteta Leda Lima, de 65 anos.

Os integrantes do ato falam em 100 mil pessoas no protesto, mas a Polícia Militar não divulgou um balanço oficial.

Beatriz Cequeira, presidente da CUT, disse que Belo Horizonte concentrou um dos maiores atos contra a reforma da Previdência no país. "Mais  de 150 mil pessoas participaram desse ato, que deixa clara nossa posição em relação à reforma da Previdência. Tivemos atos em várias regiões do Estado", lembrou.

Leia mais:

Postos de saúde da capital estão parados; atendimento é só para emergências

Manifestantes ocupam Centro de BH contra Reforma da Previdência

Manifestação nacional também interrompe o trânsito nas rodovias que cortam Minas