Centenas de jovens saíram às ruas no Bahrein para protestar contra o governo - apesar da forte presença policial, neste domingo (14) -, marcando o quinto aniversário de uma revolta com o objetivo de conquistar mudanças políticas na pequena ilha.

Os protestos de 2011 no país foram os maiores da Primavera Árabe, que chacoalhou nações do Golfo Pérsico. As manifestações foram conduzidas pela maioria xiita do país e pedia por maiores direitos políticos por parte da monarquia sunita.

As autoridades reprimiram os protestos iniciais após os aliados Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos enviarem reforços. Muitos oponentes do governo e ativistas permanecem detidos, e o local onde aconteceram os protestos continua bloqueado por forças de segurança.

O governo havia se comprometido a realizar uma série de reformas após as agitações, mas movimentos menores continuam, principalmente em comunidades xiitas fora da capital, Manama. Pequenos grupos de ativistas frequentemente entram em confronto com a polícia, e, ocasionalmente, forças de segurança são alvos de bombas.

Hoje, manifestantes de Sitra, maior comunidade xiita, no sul da capital, tentaram marchar para uma rodovia, mas foram repelidos por policiais que lançaram gás lacrimogêneo.

Manifestantes carregavam imagens da Pearl Square, epicentro das manifestações de Manama em 2011, enquanto outros exibiam retratos de oposicionistas presos. Alguns dos manifestantes lançaram bombas contra a polícia e bloquearam rodovias de suas comunidades, com barras de ferro e lixo, para impedir a passagem de forças de segurança.

Testemunhas também reportaram confrontos com a polícia em outras áreas.