Centenas de manifestantes fecharam a BR-381 em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (13). O ato foi convocado por centrais sindicais e movimentos sociais que protestaram em favor da Petrobras, da reforma política com constituinte própria e em defesa dos direitos dos trabalhadores.
 
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 6 horas a pista foi bloqueada pelos manifestantes, na altura do quilômetro 482. Uma hora depois o trânsito foi liberado, mas o congestionamento prosseguiu na rodovia durante a manhã. A lentidão chegou a três quilômetros. A Justiça Federal em Minas havia determinado multa de R$ 50 mil em caso de fechamento de rodovias federais no Estado.
 
Depois da passeata na BR-381, os manifestantes se concentraram em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap), às margens da rodovia. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), aproximadamente mil pessoas participaram do ato. O número, no entanto, não foi confirmado pela PRF. Já a Polícia Militar (PM) estimou em 500 pessoas.
 
Durante o protesto, os sindicalistas abordaram os funcionários da Petrobras que chegavam para trabalhar e solicitavam que eles descessem do ônibus para engrossa a manifestação. Porém, a adesão foi baixa. O major Alexandre Gontijo, da 187 Compania da PM, de Betim, informou que a segurança foi feita por 22 policiais. Não houve registro de ocorrência. A manifestação encerrou por volta das 9 horas.
 
Outros protestos estão programados para ocorrer em Minas no decorrer desta sexta-feira.
 
Impeachement
 
Em discursos, militantes defenderam as investigações das denúncias de corrupção na Petrobras, mas se posicionaram contra a privatização da empresa e contra a derrubada da presidente Dilma. "Estamos aqui para defender a Petrobras e a reforma política, em favor da democracia. É preciso respeitar a democracia", afirmou o diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Gildo Almeida, se posicionando contra o impeachement de Dilma Rousseff (PT). 
 
"Não existe sustentação jurídica para o impeachement. O que estão querendo fazer é golpe. Precisamos é de uma reforma política com constituinte exclusiva", declarou a presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira. "Se combate corrupção com reforma política. O que estamos defendendo aqui não é uma presidenta. É a democracia", ressaltou.
 
Já o prefeito de Contagem, Carlin Moura, argumentou que nos últimos 12 anos não foi institucionalizada a corrupção na Petrobras, mas foi institucionalizado o combate à corrupção e o controle interno.
 
#Dia13Diadeluta
 
O movimento desta sexta-feira, segundo a CUT, ocorre em todos os estados brasileiros. Nas redes sociais, os integrantes usam a hashtag #Dia13Diadeluta. Além da CUT, estão presentes na manifestação representantes do Sindipetro, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
 
 

protesto deixa trânsito lento na BR-381

Protesto deixa trânsito lento na BR-381 em Betim, na Grande BH (Foto: Eugênio Moraes/Hoje em Dia)

 
Petrobras
 
A estatal está envolvida em um escândalo de superfaturamento de contas, desvio de verbas e pagamento de propina, deflagrados pela operação "Lava Jato" da Polícia Federal. Estão envolvidos diretores, ex-diretores da estatal, empreiteiras e políticos.
 
*Com informações de Bruno Moreno
 
Atualizada às 10h15