Responsável pelo renascimento do segmento de roadsters, no fim dos anos 1980, o Mazda MX-5, também conhecido como Miata, acaba de ganhar uma série especial para celebrar seus 30 anos de mercado. Com tiragem de 3 mil unidades, o modelo será oferecido na opção com teto de tecido ou na versão RF, com colunas traseiras e teto destacável. O bom e velho estilo targa.

A edição tem acabamento especial, pintura em tom laranja, assim como rodas exclusivas fornecidas pela Rays, amortecedores Bilstein e bancos Recaro. Sob o capô, ele segue sendo oferecido com opção de motores 1.5 de 131 cv ou 2.0 de 160 cv, ambos combinados com caixa manual de seis marchas.

Só cabem dois
O MX-5 foi lançado em 1989, época em que os <CF36>roadsters</CF> tinham desaparecido do mercado em função de conversíveis com duas fileiras de bancos. Naquela época, um dos únicos remanescentes era a geração R107 do Mercedes-Benz SL. Mesmo assim, uma carroceria que se arrastou entre 1971 e 1989. Seu sucessor, o R129, era um carro grande, bem diferente da proposta do Miata.

A ideia de oferecer um conversível compacto a preço acessível fez do carrinho um sucesso. No início dos anos 1990, quando Fernando Collor reabriu as importações de automóveis, ele chegou a ser vendido por aqui. 

Reinvenção
Fato é que o Miata reacendeu um mercado que foi seguido por diversas marcas. A Toyota redesenhou o MR-2, assim como a Honda apostou no S2000 e as alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz apostaram nos modelos TT, Z3 e SLK. Porsche e Lotus optaram por motores centrais posteriores com o Boxster e Elise. A GM, por sua vez, delegou a tarefa para a Opel. A marca alemã criou o Speedster, que recebeu derivações VRX (Vauxhall), Solstice (Pontiac) e Sky (Saturn).

A primeira geração ficou em linha até 1997, com mais de 400 mil unidades vendidas em todo o mundo. Para um carro esporte, conversível e de apenas dois lugares, é um volume considerável. 

Atualmente, o roadster está na quarta geração. E faz uma falta danada por aqui!