O mercado de automóveis de passeio e comerciais leves registrou queda em junho, no comparativo com o mês de maio, segundo o boletim da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, foram licenciadas 213.438 unidades no mês passado, contra 234.162 do período anterior. De acordo com a Fenabrave, a retração se deve à desconfiança do consumidor em fazer compromissos a longo prazo, que por sua vez é atribuída à instabilidade política relacionada à aprovação, ou não, da reforma da Previdência. 

“Em junho, já observamos uma mudança significativa no comportamento do consumidor, principalmente, com relação ao nível de confiança em contrair dívidas de financiamento. E isso está diretamente relacionado aos rumos da economia, em função das reformas pendentes”, observa o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, denotando uma preocupação do setor com a demora para a concretização das promessas de campanha do governo Jair Bolsonaro.

Primeiro semestre
Por outro lado, no acumulado do primeiro semestre, o balanço foi positivo. De acordo com a Fenabrave, os emplacamentos de carros de passeio e comerciais leves somaram 1.248.899 unidades. Volume que corresponde a um aumento de 10,81%, sobre o primeiro semestre de 2018.

Venda direta
No entanto, os números não significam que o consumidor tem ido com tanta frequência às concessionárias. De acordo com a entidade, quase metade de todos os automóveis emplacados desde janeiro foi via venda direta. Ou seja, licenciados em nome de pessoas jurídicas, como locadoras, frotistas e até mesmo empresas comuns, atraídas pela tributação mais branda do que a aplicada numa venda para a pessoa física.

“Para termos uma ideia, no acumulado de janeiro a junho, as Vendas Diretas representaram 45,06% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, contra 40,04% no mesmo período de 2018. E enquanto o varejo cresceu 2,15% nesse período, as Vendas Diretas avançaram 23,59%”, explica o presidente da Fenabrave.

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