Puxado pelos setores da construção civil, indústria e agropecuária, o saldo de empregos formais em Minas Gerais fechou no ano passado em 32.717 ocupações, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O desempenho positivo é resultado da contratação de 1.598.742 trabalhadores e do desligamento de 1.566.025. No país, no mesmo período, houve a geração de 142.690 postos de trabalho.

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o Estado ficou com o 4º lugar no ranking dos maiores saldos de emprego, atrás apenas de Santa Catarina (53.050), Paraná (52.670) e Pará (32.789). Os melhores desempenhos foram registrados na construção civil (25.248), indústria (12.763) e agropecuária.

Neste início de ano, com o crescimento dos casos de Covid-19 em Minas, a diretora de Monitoramento e Articulação de Oportunidades de Trabalho da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Amanda Carvalho, acredita que esse cenário positivo deve se inverter. 

“Com o início da vacinação no Estado em janeiro e seu avanço ao longo do ano em todos os municípios mineiros, a Sedese espera que a retomada dos setores econômicos ocorra de forma crescente, trazendo para Minas Gerais um fechamento de 2021 com desempenho favorável na geração de postos de trabalho e ocupando as primeiras posições no ranking nacional de estados com melhores saldos”, enfatiza.

No país, de janeiro a dezembro, o resultado positivo é proveniente de 15.166.221 admissões e de 15.023.531 desligamentos no período. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313 , o que representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020.

No acumulado do ano de 2020, apenas o setor de serviços teve saldo negativo nos empregos, com o fechamento de 132.584 postos de trabalho. A construção e a indústria também lideram o ranking de contratações, com a criação de 112.174 e 95.588 empregos, respectivamente. Já no mês de dezembro, o comércio foi a única atividade com saldo positivo, com mais 62.599 empregos.

Das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo no acumulado do ano, apenas o Sudeste perdeu vagas, queda de 88.785, puxado pelo Rio de Janeiro que, sozinho, fechou 127.155 empregos, enquanto Minas Gerais criou 32.717. No Norte, o destaque é para o Pará, com a criação de 32.789 postos, mais da metade dos 62.265 empregos formais gerados na região.

Durante a divulgação do Caged, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), criado pelo governo federal durante a pandemia de covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado, já que evitou a demissão de cerca de 10 milhões de pessoas durante o ano passado.
 

(*) Com agências Brasil e Minas