Ele já foi um dos modelos mais vendidos do país, ao lado dos irmãos Palio e Mille. Mas o Fiat Siena já partiu dessa para melhor e seu nome ainda suspira no Grand Siena (uma versão mais refinada do compacto de italiano), que ainda é produzido em Betim. No entanto, no mercado de usados, o Siena ainda é soberano e figura como o sedã mais negociado do varejo de segunda mão. 

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, em agosto trocaram de dono nada menos que 24 mil unidades do compacto. Nessa conta também entram o Grand Siena. 

Fabricado de 1997 a 2017, o Siena teve uma grande variedade de versões e passou por três suaves reestilizações, que se concentraram nos para-choques, faróis e lanternas. A lista de motores também é extensa, passando por unidades 1.0, 1,3, 1.4, 1.5, 1.6 e 1.8. Já as caixas foram apenas três, duas opções com trocas manuais de cinco e seis velocidades e uma automatizada com cinco marchas. Seus preços variam entre R$ 7.500 e R$ 34 mil, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Com quase 20 anos de estrada, o que não faltam anúncios do carrinho nos classificados. Para quem busca um carro com espaço, manutenção simples e não se importa com fartura de conteúdos e nem desempenho. Uma unidade EL 1.0, ano 2015, é avaliada por R$ 30 mil. No varejo, os valores variam entre R$ 29 mil e R$ 32 mil. Afinal, o Siena é um carro bem cotado no mercado de usados justamente por não provocar efeitos colaterais no bolso.

O carro

O Siena EL 1.0 foi a última safra do sedã, enquanto o restante da gama era ocupada pelo Grand Siena. Mesmo assim, ele poderia vir com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, computador de bordo, rádio (com CD, MP3 e Bluetooth), volante com regulagem de altura, rodas de liga leve aro 14 e até faróis de milha. 

O acabamento do Siena é muito simples, com plásticos duros, cheios de rebarbas e encaixes pouco precisos. No entanto, ele era um Dos poucos que ainda tinha revestimento das portas com material estofado. 

O motor 1.0 de 75 cv está longe de ser um exemplo de vigor, mas é econômico. O sedã tem médias na casa de 10,5 km/l (com gasolina) na cidade e 8,5 km/l (com álcool). Se o negócio é agradar apenas ao bolso, o velho italiano pode ser uma boa opção. 
 

SIENA