Milhares protestam contra plano de privatizações na saúde de Madri

AFP
13/01/2013 às 15:08.
Atualizado em 21/11/2021 às 20:35

MADRI - Milhares de profissionais e usuários da saúde pública madrilenha voltaram a se manifestar neste domingo (13) na capital espanhola contra o plano do governo regional de privatizar a gestão de alguns hospitais e centros de saúde públicos.

Vestidos com seus jalecos brancos, médicos e enfermeiros, junto com outros cidadãos, protestaram no centro de Madri, entre a Praça de Colombo e o Ministério da Saúde, aos gritos de "saúde pública!".

"A privatização não significa uma queda nos custos", garantiu Juan, de 45 anos, médico de um hospital de Madri, que participou da primeira manifestação de 2013 dos profissionais da saúde, no último dia 7.

"É possível economizar com outras medidas, não faz diferença privatizar os hospitais", afirmou Fina Martínez, de 60 anos. A usuária do Hospital del Henares, um dos afetados pelos planos de privatização, exibia uma placa que indicava "Vendem sua saúde", que se unia a outros lemas como "Salvam bancos, fecham hospitais", ou "Com saúde não se brinca".

O conselheiro (ministro regional) da Saúde de Madri, Javier Fernández-Lasquetty, afirmou neste domingo que as mobilizações "já não tem nada a ver com os interesses da sociedade", já que "são pura disputa entre sindicatos médicos".

Fernández-Lasquetty lembra que os orçamentos regionais de 2013 incluíam um corte de 600 milhões de euros na saúde madrilenha.

Duramente atingida pela crise, assim como o resto do país, a região de Madri, governada pelo conservador Partido Popular (PP), adotou duras medidas de austeridade para reduzir seu déficit público, que em 2011 chegou a 2,2%.

Esta reforma regional se soma a outros cortes na saúde pública espanhola, de 7 bilhões de euros anuais, tomadas pelo governo central de Mariano Rajoy, também do PP.

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