As vendas de imóveis em Belo Horizonte cresceram 17,02% em outubro deste ano em relação a igual mês do ano passado, segundo a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Cássia Ximenes. 

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Cássia também atribui o cenário à queda do interesse por aplicações financeiras conservadoras

“A pandemia ressignificou a moradia, o ficar em casa. As pessoas começaram a dar mais importância ao lugar onde residem. Acabou movimentando o mercado imobiliário”, disse Cássia Ximenes nesta entrevista que faz parte da série Minas 300 anos, apresenta a história de Minas sobre um prisma especialmente econômico. 

Cássia também atribui o cenário à queda do interesse por aplicações financeiras conservadoras. Já os imóveis surgiram como opção de maior segurança patrimonial e rentabilidade. 

As perspectivas para o setor no ano que vem são animadoras, porque as incorporadoras, que estão hoje com estoques baixos, têm procurado imóveis também no entorno de BH para atender à crescente demanda. “Nova Lima, por exemplo, está ganhando uma grande proporção de investimentos imobiliários para a classe média-alta e alta, imóveis de alto padrão. Estamos tendo também uma grande procura por Macacos, além de Casa Branca e a própria cidade de Brumadinho”, conta.

Na Sancruza Imóveis, a procura tem sido intensa e a imobiliária já até lançou uma plataforma on-line que premia quem indicar um imóvel para venda ou locação. “Antes era um incômodo fazer essa indicação. Nessa plataforma, a pessoa coloca o nome, a gente liga, apresenta a empresa e, se conseguir a concretização, quem indicou ganha R$ 100”, conta Evandro Veiga Negrão de Lima Júnior.

Segundo ele, as vendas na Sancruza cresceram 30% nos dez primeiros meses deste ano em relação a igual período do ano passado. “As pessoas querem conforto, quintal, área descoberta. Isso, com a pandemia, ficou mais em evidência”.

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