Os últimos meses foram de ansiedade para a torcida atleticana por causa do “Manto da Massa”, camisa criada por um torcedor e que teve mais de 100 mil unidades vendidas. E a produção de todo este material, além de todos os outros do clube, que são usados em treinos e jogos, mas também vendidos nas lojas oficiais, movimenta a economia mineira, pois a fábrica que atende à francesa Le Coq Sportif fica em Três Pontas, no Sul do Estado.

Segundo Felipe Pereira de Queiroz, doutorando no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer (EFFTTO/UFMG) e membro do Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcida (GEFuT -UFMG), o Mineirão faz parte dessa história.

Atlético Cruzeiro 2020 MineirãoO estádio aparece como o elemento principal na chamda Indústria do Futebol

“O estádio, por mais que não represente todo o processo econômico, é o ponto principal, direta e indiretamente. É a centralidade. É de onde o espetáculo é gerado. Imagens saem de lá, há os patrocinadores, alcança todas as plataformas. Isso vai além da economia direta da produção do espetáculo, consumo do torcedor, dentro e fora da arena”, afirma Felipe.

E o especialista aponta outro papel fundamental do estádio, no caso de Minas Gerais, o Mineirão, nessa cadeia.

“A ideia vem muito de pensar o estádio como um espaço de formação do torcedor. Ele exerce essa centralidade na realização de emoções. A experiência é fundamental no processo. E a criança, o jovem, que é levado ao jogo hoje, é o adulto consumidor do futuro, que manterá o processo”, explica.

Dentro da chamada Indústria do Futebol de Minas Gerais, o Gigante da Pampulha aparece como o centro de tudo, num processo que do ponto de vista econômico, vai muito além do que acontece dentro dele ou no seu entorno apenas. (A. S.)